A ma-fé de um jornalista em fim de carreira

Amanda Nunes Brückner | 02/09/2020 | 6:46 AM | MÍDIA
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Ricardo Noblat (conhecido pela alcunha de Vovó Mafalda), cuja esposa, durante o governo FHC, foi envolvida como cúmplice de Raul Jungmann no escândalo do desvio de 33 milhões de Reais (em dinheiro da época) do INCRA, é um dos mais vorazes críticos do Presidente.

É estranho, para dizer o mínimo, dar credibilidade às análises políticas de um homem que foi diretamente beneficiado com produto de corrupção.

Mas vindo da grande imprensa tupiniquim, que foi reduzida a um amontoado de folhetins ideológicos, o estranho é o novo normal.

Dizer, porém, que Bolsonaro inaugura obra “dos outros”, ultrapassa a barreira do mau caratismo e escancara a demência do blogueiro.

Na coisa pública, não existe obra “dos outros”. As obras são DO POVO.

São custeadas com dinheiro de impostos e devem servir à população. São patrimônios brasileiros.

De acordo com a “lógica” do “jornalista”, a transposição do Rio São Francisco, por exemplo, que foi iniciada em 2005, se transformou em uma fonte inesgotável de corrupção e passou por três governos sem ser concluída, após custar bilhões de reais para os cofres públicos, deveria ser abandonada pelo presidente, porque era uma obra “do Lula”.

O mesmo raciocínio vale para as estradas que estão sendo terminadas neste governo: Transamazônica? Coisa dos militares. Deixa lá, apodrecendo.

O Brasil tem obras inacabadas há 10, 20, 30, 40 anos.

São rios de dinheiro, fruto do suor dos cidadãos, sendo jogados pelo ralo, sem que a população usufrua de nenhuma melhoria.

Não é questão de vaidade ou politicagem.

O papel de um gestor não é iniciar uma infinidade de obras “faraônicas”, pra chamar de suas, e abandoná-las após os discursos de inauguração e o ganho de capital político.

Um gestor precisa ser eficiente, eleger prioridades e concluir os projetos que recebeu.

Para o “analista político”, porém, Bolsonaro não tinha o “direito” de concluir as obras de outros governos, ainda que estas tenham servido, por décadas, somente para favorecer a corrupção.

Tudo bem que o povo do Sertão Nordestino continuasse sem água ou que cargas em um valor imensurável continuassem sendo perdidas nas rodovias intransitáveis.

O inadmissível é que o Presidente trabalhe.

Principalmente se a empresa da sua “digníssima patroa” não levar uma “mordida”, como acontecia nos governos anteriores.

“O melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis.”
(VOLTAIRE)


(texto de Felipe Fiamenghi)

 

 

compartilhe esse post:
Follow by Email
Facebook
Google+
Twitter
Instagram
Whatsapp
Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.