“As urnas eletrônicas continham um software, o Inserator, que certificava programas fraudados” diz advogada

05/08/2021

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos da Câmara dos Deputados, os responsáveis pelo sistema de informática e desenvolvimento da urna eletrônica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateram críticas a respeito de eventual fragilidade dos equipamentos e possibilidade de fraude.

José de Melo Cruz, coordenador de Sistemas Eleitorais; e Giuseppe Janino, Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal, questionaram as supostas falhas listadas pela advogada Maria Aparecida da Rocha Cortiz, integrante do Conselho Multidisciplinar Independente (CMind), uma organização não governamental que aponta fragilidades no sistema.

Segundo a advogada, em um caso por ela auditado em Londrina, no Paraná, o sistema do qual fazem parte as urnas eletrônicas continham um software, o Inserator, que certificava, ou seja, conferia autenticidade a programas, o que poderia permitir a inserção de programas fraudados.

Antes das eleições do ano passado, um aluno da Universidade de Brasília (UnB), a pedido da organização, teria descoberto o Inserator ao verificar o código-fonte do programa usado pelo Tribunal.

A entidade também aponta como brecha para eventuais fraudes o uso da internet para envio dos programas, pelo TSE, para os tribunais regionais eleitorais.

“Bastaria uma pessoa colocar um programa dentro da urna, que ele reconheceria como oficial. A urna não está conectada à internet, mas o computador [que carrega os programas na urna] está e não tem nenhuma trava. Como a pessoa faria para inserir esse programa? Basta baixar o programa na internet”, disse Maria Aparecida Cortiz.

Defesa do tribunal

José de Melo Cruz rebateu as afirmações e garantiu que o processo eleitoral no Brasil é seguro. Ele apontou também que o sistema é auditável em vários pontos durante o processo de certificação. No entanto, o coordenador afirmou que os partidos não se interessam por acompanhar esse processo. Na última eleição, apenas um partido compareceu.

“A urna está completamente isolada do mundo exterior, não é ligada à internet. Cada urna tem uma identidade própria, com identificação de que seção ela está. Não é possível dar carga em uma urna que não seja aquela que está em determinada seção”, disse.

De acordo com Giuseppe Janino, o software mencionado pelo CMind não está em uso desde 2004 e não faz parte do sistema de validação dos votos, apenas constava como parte do histórico de programas antigos.

assista:


(Fonte: Agência Câmara de Notícias)

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Ailton Cardoso

Para o SRF e para o TSE, as urnas são a prova de ivasão e portanto bastante seguras !!
Contrariando a afirmações deles, FICOU PROVADO que o sistema foi invadido por Hacker brasileiro que está preso por isso e o hacker teve ajuda de outros cinco hackers Iranianos !!
Diante disso, STF e TSE correram para dizer que a invasão aconteceu ” Mas não causou dano”…
A professora faz denúncia desse software “Inserator” e sem poder negar a existência do software inserator, eles alegam que esse dispositivo “é muito antigo” e está fora de uso…. hipocrisia pura !!