Atrozes, togados não têm mais qualquer legitimidade

Amanda Nunes Brückner | 11/06/2020 | 1:46 AM | MÍDIA
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Quando um juiz da Suprema Corte fica por horas a fio explicitando as razões pelas quais entende ser constitucional um inquérito criminal aberto com objeto genérico, em juízo e tribunal inadequado, que tramita sem a participação do ministério público, violando garantias constitucionais e atropelando princípios jurídicos comezinhos, que qualquer um que viva em um Estado de Direito reconhece facilmente, nada mais resta fazer do que reconhecer a inutilidade do Tribunal.

Os juízes do STF não têm mais qualquer legitimidade. As atrocidades que eles cometem contra o sistema democrático é tão manifesta e flagrante que nada mais precisa ser dito sobre o assunto.

Contudo, nós, como povo, pouca coisa podemos fazer contra eles [os juízes do STF], a não ser o que fazemos aqui: denunciar, manifestar nossa indignação, etc. Isso porque não os elegemos, e, portanto, eles não prestam contas de seus atos à sociedade.

Mas temos que cobrar de nossos representantes no Parlamento e no Executivo (aqui, estou falando do Presidente da República) que tomem alguma atitude imediatamente para normalizar a situação e interromper a usurpação de Poderes da União por parte do STF.

Nessa hora fatal em que nos encontramos, é inadmissível que aquele que tem as ferramentas à mão para fazer alguma coisa efetiva contra a escalada do autoritarismo dos autoproclamados “semi-deuses” da Suprema Corte não aja, não tome alguma atitude, não dê algum passo à frente.

Nós, o povo (ou melhor, nós, conservadores e direitistas), somos a parte mais fraca nisso tudo. A intenção dos juízes do STF é, nitidamente, nos intimidar, e fazer com que paremos de escrever, de falar, de nos manifestar, para que o Presidente da República, cujas mãos foram atadas, perca a sua base popular.

Óbvio que não podemos nos desmobilizar e parar nosso trabalho, que, como eu sempre digo, não se encerrou na eleição de 2018: ele é de longo prazo. Mas, para isso, precisamos do apoio de quem tem as ferramentas para fazer alguma coisa, repito. Não podemos nos sentir abandonados à nossa própria sorte.

Já está mais do que na hora de que nos mostrem que não estamos lutando sozinhos, ou que nossos principais soldados não estão acomodados no meio da batalha.


(Guillermo Federico Piacesi Ramos – advogado


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