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Austrália cancela contrato de vacina após voluntários retornarem com ‘falsos-positivos’ para HIV

Um acordo de um bilhão de dólares para a aquisição de 50 milhões de doses de uma potencial vacina contra o coronavírus foi abruptamente encerrado depois que vários participantes do ensaio retornaram com resultados falsos-positivos de HIV.

A UQ (Universidade de Queensland), em parceria com a empresa australiana de biotecnologia global CSL, abandonará seus testes clínicos atuais após a descoberta.

Testes de patologia, realizados nas últimas semanas, confirmaram que os resultados positivos eram falsos e que a saúde dos participantes não foi colocada em risco.

Um funcionário da saúde disse que o governo agiu rapidamente nas últimas 48 horas para garantir mais dezenas de milhões de doses de outras vacinas candidatas, incluindo o imunizante da Universidade de Oxford-AstraZeneca, cobrindo assim o ‘rombo’ deixado pelo cancelamento do contrato.

Mais de 200 voluntários em dois grupos – com idades entre 18 e 55 anos – estiveram envolvidos no estudo de fase um com uma proporção dos participantes recebendo um placebo.

O primeiro-ministro Scott Morrison disse que o governo “apenas segue o conselho médico” e das quatro vacinas compradas, ele sabia que “nem todas iriam … necessariamente chegar lá”.


Vacina contra H1N1 também já causou falsos-positivos

Há alguns anos, a Anvisa fez um alerta para pessoas que tomaram a vacina contra o vírus H1N1 declarando que  os pacientes poderiam ter resultado positivo para Anti-HIV, mesmo sem ter o vírus.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária …

“Os resultados falso-positivos para HIV podem ocorrer até 120 dias após a pessoa ter se vacinado contra a gripe”, explicou em maio a biologista do CRT (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids), Márcia Santos.

O problema foi detectado em 2010, quando a Agência divulgou que poderiam ser obtidos resultados falsopositivos em testes imunoenzimáticos para detecção de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana 1 (HIV 1), o vírus da Hepatite C e, especialmente, HTLV-I, devido à produção de IgM em resposta à vacina contra Influenza A(H1N1). “As vacinas melhoraram muito, mas a hipótese de reação cruzada não pode ser descartada”, comentou Márcia Santos.


 

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