“Bolsonaro não é liberal e nunca pretendeu ser. Liberais foram atraídos para uma armadilha”

Nem tudo é o que parece ser …

(por Roberto Rachewsky)

Dizem que Bolsonaro se desidratou junto com o PT.

Lamento dizer mas acho que quem pensa assim está equivocado.

Fez uma leitura muito rápida e rasa.

Quem se desidratou foi o partido que peitou Bolsonaro desde o início da pandemia, o PSDB, cujos mandatários foram responsáveis pelos atos mais grotescos de violação de direitos nos últimos meses.

Bolsonaro não tem partido mas quem lhe dá suporte é o DEM do ministro Onyx Lorenzoni. Do Onyx, mas também do Maia e do Alcolumbre.

Agora vou contar um segredo. Bolsonaro é coletivista estatista. Não apenas é, como sempre foi a vida inteira.

Bolsonaro não é liberal, nem nunca pretendeu ser.

Ele apenas identificou uma oportunidade de vitória que passava necessariamente pela adesão de liberais apressados ao seu projeto de poder.

Maia e Alcolumbre são do mesmo partido daquele que foi ministro da Casa Civil no início do governo.

Onyx foi removido do centro do tabuleiro para uma posição obscura porque não haveria como explicar o porquê das casas legislativas não levarem adiante as pautas que um membro ilustre do Democratas, ocupando uma função tão importante no executivo, apresentava.

Bolsonaro é o representante do establishment, do statu quo.

Não luta contra o coletivismo estatista da esquerda, em nome do individualismo e do livre mercado.

Luta para substituir o coletivismo estatista inerente ao marxismo da esquerda, pelo coletivismo estatista que ele alimenta baseado no positivismo fascista característico da direita reacionária.

Os liberais foram atraídos para uma armadilha. Caíram.

Estão lutando para se libertar e quanto mais se mexem mais presos ficam. Eu sei que é difícil enxergar a realidade.

Eu mesmo já fui enganado pelos meus próprios olhos. Mas não sou cego.

As pautas liberalizantes e moralizantes não avançam não é porque Bolsonaro tem rabo preso.

Todos os que defendem o statu quo fazem parte do establishment e têm rabo preso como Bolsonaro.

Se você ainda acredita que é possível mudar o Brasil, lute onde a luta precisa ser feita.

Não é no governo. Pare de lutar contra moinhos-de-vento e venha participar da verdadeira mudança onde ela precisa ser feita.

Não é no governo que a batalha se trava. Esse é um ambiente dominado pelo establishment.

A verdadeira guerra é cultural. É uma guerra travada no seio da própria sociedade.

Se você quer lutar contra o coletivismo estatista de verdade, você precisa acordar e ver que as armas (contra a opressão) que precisamos para enfrentar a tirania do statu quo, são feitas dos grilhões que carregamos presos nos pulsos, nos calcanhares e nos neurônios.

 

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