Caminhoneiros alertam: “Poderá haver uma greve pior que a última”

Amanda Nunes Brückner | 06/06/2018 | 10:04 AM | BRASIL
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Grandes empresários se articulam para mudar a tabela do frete mínimo

Representantes dos caminhoneiros (Abcam e CNT) acompanham – apreensivos – o desenrolar das negociações em Brasília.

Nas redes sociais, os profissionais temem que o lobby das grandes transportadoras consiga derrubar a tabela de fretes recém instituída pelo governo.

Ivar Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte, declarou:

“Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a última e não haverá negociação […] os caminhoneiros vão querer provar que são fortes e será uma grande revolta”

Schmidt foi o grande responsável pela paralisação de 2015 […] ele criou os primeiros grupos de WhatsApp para a categoria.

Atualmente ele participa de aproximadamente 90 grupos na rede.

“Tá todo mundo só esperando que a tabela seja derrubada para parar tudo de novo. Pelo que estou vendo no WhatsApp, pode ter certeza de que isso vai acontecer”, declara.

A tabela de preço mínimo do transporte rodoviário – definida às pressas pelo governo para interromper a greve na semana passada – é considerada a maior vitória dos caminhoneiros nos últimos tempos. Mas, diante da reação do empresariado (principalmente representantes do agronegócio), eles começam a temer que essa conquista esteja com os dias – ou horas – contados.

O presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), José Fonseca Lopes, disse que participará de uma reunião na Casa Civil nesta tarde:

“Não vejo coisa boa vindo pela frente […] vamos lutar para encontrar um meio-termo para ambas as partes”

Lopes afirma que uma tabela de preço mínimo estava sendo negociada no Congresso, mas a pressão dos grandes empresários tem sido grande:

“Não existe categoria mais massacrada que o caminhoneiro, que há 30 anos vem sendo explorado. Se o governo eliminar essa tabela, estará perdendo uma grande oportunidade”


(as informações são do Estadão)

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