Caneta Montblanc x Fuzil: Parem de cutucar onça com vara curta

Amanda Nunes Brückner | 15/06/2020 | 5:08 AM | BRASIL
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EXPECTATIVA X REALIDADE

Poucos hoje em dia têm a coragem de dizer o óbvio.

Vivemos tempos de permanente medo e insegurança sobre o que pode ser pensado ou falado.

E esse temor alcançou até os portadores da imunidade de fala.

Percebo que muitos de meus colegas já deixam de expressar o que pensam pelo medo de serem mal interpretados, ou vistos como “radicais” ou até sofrerem sanções.

Como sou uma pessoa bem resolvida e responsável pelo que penso e digo, não tenho porque me privar de expor algumas verdades necessárias.

Elas são fundamentais para refrescar a memória dos “iluminados” da nossa república.

Gente que parece ter perdido a noção de como o mundo real funciona. De como as relações de poder se constituem de fato.

Aquela velha máxima de que você sempre será temido, respeitado ou obedecido pelo mau que pode causar, é absolutamente verdadeira.

Pessoas normais, libertas de utopias e ilusionismos mentais, sabem que é assim que as coisas funcionam desde que o mundo é mundo.

Quando um Ministro da Suprema Corte resolve pegar a sua caneta Montblanc e declarar que as forças armadas não constituem um poder moderador de um país, é como se uma criança de dez anos se dirigisse aos seus pais pra lhes destituir de toda e qualquer autoridade.

Não é nem necessário entrar no mérito do que foi esta aberração jurídica do Ministro Fux.

Aqui, quero apenas lembrar ao ilustríssimo membro do STF, que a sua caneta, quando utilizada na ilegalidade, jamais será obedecida pelos donos do fuzil (Forças Armadas).

E o excelentíssimo Ministro, NADA poderá fazer, pois caneta simplesmente, não atira.

É importante lembrar também a todos os que evocam o tão falado “Estado Democrático de Direito” de que ele só se mantem de pé justamente porque os “donos do fuzil” são sensíveis a necessidade do equilíbrio institucional.

Mas a partir do momento que uma turma de espertinhos começa a sabotar a estabilidade da república, algo que já vem sendo feito todos os dias, cabe a eles fazerem valer o que é certo, porque ao contrário da caneta, o fuzil atira.

E nesse confronto, não existe dúvida de qual será o lado que irá reordenar a bagunça.

Mais uma vez, parem de cutucar onça com vara curta.

Se não for pelo amor, será pela dor.


(Deputado Federal Marcio Labre)

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