China sugere que Itália pode ter sido o berço da Covid-19

Guilherme Santiago | 20/11/2020 | 6:23 PM | DESTAQUES DB
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A China está usando um novo estudo sobre a disseminação oculta e precoce do coronavírus na Itália para lançar dúvidas sobre o fato de que a nação asiática foi o berço da pandemia.

Autoridades em Pequim estão promovendo um novo estudo que sugere que o contágio pode ter se espalhado no país europeu já em setembro – três meses antes de ser confirmado que o epicentro do vírus ocorreu na cidade chinesa de Wuhan.

Desde fevereiro, o regime comunista já tentou emplacar outras duas teorias: a primeira, que o vírus teria surgido na Espanha e a segunda alegando que militares dos EUA teriam levado o vírus para Wuhan durante os Jogos Mundiais Militares, ocorridos em outubro de 2019.

A mídia estatal chinesa tem defendido fortemente a ideia de que o novo estudo do Instituto Nacional do Câncer prova que o contágio provavelmente começou na Itália e não na China.

“Isso mostra mais uma vez que rastrear a origem do vírus é uma questão científica complexa que deve ser deixada para os cientistas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, segundo o UK Times.

“É um processo de desenvolvimento que pode envolver vários países.”

A Organização Mundial da Saúde também admitiu ser possível que o vírus “circulasse silenciosamente em outro lugar” antes de ser detectado em Wuhan.

No entanto, muitos cientistas estão céticos em relação às descobertas do estudo italiano:

“Sabemos que a China atrasou (e omitiu) o anúncio de seu surto, então não há como dizer quando começou lá … além disso, a China tem laços comerciais muito estreitos com o norte da Itália”, disse Giovanni Apolone, do Instituto Nacional do Câncer de Milão, ao UK Times.


 

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