Confinamento não resolve, tem efeitos brutais e aumenta a mortalidade ‘não Covid’

Guilherme Santiago | 13/01/2021 | 2:32 PM | DESTAQUES DB
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Lembro, como se fosse hoje, o que Jair Bolsonaro disse há quase 1 ano:

“Precisamos isolar somente os infectados e os grupos de risco ou iremos quebrar a economia”.

Pois bem … a matéria abaixo foi publicada por um site de Portugal.

No dia em que o Governo se prepara para decidir as medidas impostas ao novo confinamento geral, que deverá prolongar-se durante pelo menos um mês, António Ferreira, médico internista e professor na Universidade do Porto, defendeu aos microfones da Rádio Observador que este não será o método mais eficaz para controlar os números de contágios pela Covid-19. “Não vai resolver”, garantiu.

“Um confinamento, mesmo que extremado, precisa de um mês” para fazer efeito, frisou. “E tem efeitos brutais. Em termos sociais e em termos de saúde — provocam o aumento da mortalidade não Covid, da morbilidade, da incidência de vários tipos de doenças, incluindo doenças mentais.”

“Uma pandemia combate-se através do rastreamento sistemático dos casos e do isolamento das pessoas infetadas”, explicou António Ferreira, para a seguir dar o exemplo da Eslováquia onde, revelou, um programa de testagem em massa reduziu para metade o número de novos casos de infeção no espaço de apenas duas semanas.

Defendendo o “rastreio sistemático da população”, nomeadamente através de teste rápido para detecção de antígeno da Covid-19, que é “12 vezes menos dispendiosos do que os testes de PCR” e vendidos em farmácias, o médico explicou que esta seria uma forma não apenas mais eficaz de combater a pandemia mas também menos danosa, no que à economia e à sociedade diz respeito.

Depois, apontou o dedo às autoridades de saúde, que responsabiliza pelo aumento dos contágios no país: “A grande causa do aumento de casos é a falha da vigilância epidemiológica”.

 

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