Estudo publicado há 13 anos alertava: “A cultura de comer mamíferos exóticos na China é uma bomba-relógio”

Um estudo, publicado em 2007 por um grupo de cientistas chineses, fez um grave alerta de que o hábito de consumir a carne de animais exóticos naquele país era uma bomba-relógio para a disseminação do SARS-Cov.

O artigo científico publicado na American Society for Microbiology fazia a seguinte pergunta:

Devemos estar prontos para uma nova emergência de SARS?”

O SARS-Cov é um vírus identificado em 2003. Inicialmente seu “habitat” são animais, mas descobriu-se que ele também infecta humanos através do contato com os primeiros. Uma epidemia de SARS, que começou em Guanddong, na China, afetou 26 países e resultou em mais de 8 mil casos há 17 anos.

“Coronaviruses are well known to undergo genetic recombination (375), which may lead to new genotypes and outbreaks. The presence of a large reservoir of SARS-CoV-like viruses in horseshoe bats, together with the culture of eating exotic mammals in southern China, is a time bomb.”

“Sabe-se que os coronavírus sofrem recombinação genética (375), o que pode levar a novos genótipos e surtos. A presença de um grande reservatório de vírus do tipo SARS-CoV em ‘morcegos-ferradura’, juntamente com a cultura de comer mamíferos exóticos no sul da China, é uma bomba-relógio.”

O novo coronavírus, o COVID-19, pertence à mesma família do SARS, e como os demais, afeta sobretudo as vias respiratórias.

A atual pandemia mundial já contaminou 314 mil pessoas, provocou a morte de 13.580 e obrigou países inteiros a entrar em quarentena.

No final de fevereiro, quando o surto do coronavírus já tinha atingido seu ápice na China, o governo comunista país decidiu proibir o consumo de animais selvagens, só que já era tarde demais.

 


 

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