Fabricante da Ivermectina rebate fake news da grande mídia

06/02/2021

Ao contrário do que foi amplamente noticiado pelos jornais nesta sexta-feira (5), a responsável pela fabricação da Ivermectina no Brasil não é a Merck S.A., que criticou eficácia da droga em uma nota.

A verdadeira produtora é a Vitamedic, que não fez reservas ao uso do medicamento nas fases iniciais da doença. Em nota à imprensa, a Vitamedic desfez a confusão e lembrou que a Merck está desenvolvendo um antiviral para uso semelhante ao da Ivermectina.

(via ICTQ – Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade )

A indústria farmacêutica Vitamedic rebateu a companhia alemã Merck, após o laboratório emitir uma nota informando não haver evidências de que a ivermectina funcione no tratamento do novo coronavírus (Covid-19). Atualmente, o vermífugo tem sido utilizado e indicado por médicos em protocolos de tratamentos de pacientes com o vírus.

Contudo, a Merck, que deteve a patente da ivermectina até 1996, afirmou em nota à imprensa, publicada ontem (04/02), que não há base científica para atestar um potencial efeito terapêutico contra o novo vírus, bem como estudos pré-clínicos já publicados que comprovem a eficácia do produto no tratamento da doença, segundo apurou o Estadão. Nesse sentido, a Vitamedic resolveu responder à companhia alemã.

“A Merck não é produtora da ivermectina para humanos no Brasil. Desconhecemos qualquer estudo pré-clínico que essa empresa tenha realizado para sustentar suas a­rmações quanto à ação terapêutica no contexto da Covid-19”, iniciou a Vitamedic.

Houve ainda acusações por parte de companhia, sobre um possível interesse da indústria alemã em promover um novo medicamento contra a doença, desqualificando a ivermectina: “A nota da Merck coincide com os testes que ora promove para desenvolver outro medicamento, o Molnupiravir (MK4482) contra a Covid-19 e cujos dados foram atualizados no seu site hoje (05/02)”, pontuou.

Defesa do produto

Responsável pela produção do fármaco no Brasil, a Vitamedic defende que “a ivermectina é um produto de baixo custo e histórico de baixo impacto em termos de efeitos adversos e largamente prescrita pela comunidade médica”. Após a eclosão da pandemia da Covid-19, várias evidências médicas e estudos realizados ao redor do mundo indicaram o medicamento como antiviral e incluíram em protocolos médicos de instituições públicas e privadas como um adjuvante no tratamento da doença, especialmente nas fases iniciais”, afirma.

E complementa: “Isso ocorreu a partir de março de 2020, quando, pioneiramente, a University Monash, de Melbourne, na Austrália, apontou o benefício da droga como redutora da replicação viral”, defende a companhia em um trecho do texto.

Segundo a Vitamedic, foram as orientações de médicos no Brasil e no restante do mundo que impulsionaram o uso responsável do fármaco no tratamento da Covid-19. “Tratar os pacientes numa situação emergencial e de elevada gravidade é uma prerrogativa do médico e, mais do que isso, uma questão de humanidade, pois, conforme o Conselho Federal de Medicina (portaria 4/20), o princípio que deve nortear obrigatoriamente o tratamento do paciente portador da Covid-19 deve se basear na autonomia do profissional médico, de modo a oferecer ao doente o melhor tratamento disponível no momento”, destaca a indústria, por meio do seu comunicado.

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