Filme petista indicado ao Oscar ocultou a ‘capivara’ de Dilma

Amanda Nunes Brückner | 19/01/2020 | 8:12 AM | MÍDIA
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(por Felipe fiamenghi)

Enfim, fui assistir o documentário “Democracia em Vertigem”, indicado ao Oscar.
Ao contrário dos adversários, que boicotaram “O Jardim das Aflições” e “1964 – O Brasil entre armas e livros”, eu tenho por hábito conhecer as coisas, antes de comentar.

Me lembrou bastante os “mocumentários”, aqueles documentários que tratam de temas falsos com aspecto de realidade. Como o “Ghostwatch”, de 1992, da BBC; o “Alien Autopsy”, de 1995, da FOX; o “Sereias”, de 2012, da Discovery; ou o “Bigfoot Captured”, de 2015, do History Channel.

São 2 horas de manipulação da verdade, numa tentativa tosca de reescrever a história, dirigida por Petra Costa, neta do fundador da Andrade Gutierrez, uma das construtoras do “Clube das Empreiteiras”, que se esbaldavam em dinheiro público, através de contratos fraudulentos.

Logo nos primeiros minutos, exibem uma foto manipulada da “Chacina da Lapa”, com os corpos de Pedro Pomar (fundador do Partido Comunista) e Angelo Arroyo (integrante da guerrilha do Araguaia).

A cineasta, em nome da “reparação da verdade”, resolveu eliminar as armas presentes na cena.

Segundo ela, as mesmas foram “plantadas” pela policia e “violavam a memória” dos personagens.

Ambos terroristas.

Depois disso, é só ladeira abaixo.

Citam, incessantemente, que Dilma Rousseff sofreu 21 dias de tortura.

Mesmo apresentando sua foto no tribunal, absolutamente incólume.

Em nenhum momento, porém, falam sobre sua participação no sequestro de Ehrenfried von Holleben, o embaixador Alemão; no roubo do cofre do Ademar de Barros; ou no assassinato do soldado Mario Kozel Filho.

Pulam a história de 1985 para 2002.

Esquecem-se totalmente do governo de Fernando Henrique Cardoso, um dos fundadores do Foro de São Paulo, que sequer é citado na produção.

Dizem que os militares não foram punidos pelos crimes acontecidos de 1964 a 1985, mas não citam a “Comissão da Verdade”, que rasgou a “Lei da anistia” e inquiriu somente os militares, tapando os olhos para os atos de guerrilheiros e terroristas.

Minimizam a gravidade do Mensalão, colocando o esquema como uma mera tentativa de governabilidade, não como uma tentativa de Golpe de Estado, que foi.

Afirmam que as empreiteiras corruptas chegaram no governo através do PMDB … dando a entender que o PT não tinha nada a ver com a história.

Não citam a JBS e nem fazem menção ao Eike Batista, os “campeões nacionais”, criados com dinheiro do BNDES.

Insistem na narrativa que o “golpe” foi um interesse estrangeiro, das “elites” que querem tomar a Amazônia.

Mesmo ficando comprovado que, durante o governo petista, nossos recursos naturais foram totalmente entregues, através de “ONGs” e “Fundos”.

O que mais me surpreendeu, porém, foi que apesar da diferença gritante entre as manifestações da direita e esquerda, totalmente perceptíveis no filme, são as nossas manifestações, ordeiras, que são chamadas de extremistas.

O quebra-quebra dos discípulos do PT é classificado como “democrático”.

Pra encerrar, trataram da vitória de Bolsonaro como se fosse a celebração da intolerância.

Claro que não gastaram 1 segundo do vídeo com uma imagem do Adélio Bispo.

Para eles, afinal, ANTIDEMOCRÁTICO é uma presidente ser afastada de acordo com os trâmites legais, com processo julgado pelo Congresso e confirmado pelo STF.

O líder nas pesquisas ser esfaqueado, numa tentativa desesperada de calar a vontade da maioria, não passa de FAKE NEWS.

PS: Me perdoem os mais sensíveis, mas não encontro citação melhor para terminar este texto, sobre uma “obra” que seguiu à risca os ensinamentos do Ministro da Propaganda nazista.

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”
(GOEBBELS, Joseph)


(texto de Felipe Fiamenghi via rede social)

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