Fiúza: “Ele persegue pessoas. O nome disso é ditadura. Não podemos passar desse ponto”

Perfis de 16 aliados e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, investigados por suposta disseminação de fake news, foram bloqueados pelo Twitter e pelo Facebook nesta sexta-feira (24). A suspensão das contas foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“É uma decisão muito grave … a mais grave de todas que estamos vendo nessa escalada autoritária do Supremo Tribunal Federal.” disse o jornalista Guilherme Fiúza no programa Pingo nos Is, da Jovem Pan.

“A gente tem visto decisões de perseguições promovidas pelo STF dentro desse inquérito das Fake News, que na verdade é um objeto vago … é um inquérito de perseguição.

“Nesse momento, temos uma decisão monocrática promovida por um juiz da Suprema Corte determinando que uma plataforma de rede social cale 16 pessoas … isso é ditadura, isso não é democracia.”

“Alexandre de Moraes já demonstrou que pretende levar adiante perseguições fantasiadas de justiça e nesse momento o que estamos vendo é o silêncio dos habituais defensores da liberdade de expressão.”

“Estamos vendo a omissão completa dos supostos democratas do país”

“Tem grupos festejando isso, mas são moleques … quem vê uma decisão assim e festeja é porque não entendeu ou é moleque … “

Isso é um precedente gravíssimo de censura que pode atingir qualquer emissor de opinião ou de informação … se esse decisão não for revista, ela abre um precedente ditatorial no Brasil

“Temos os moleques, que estão festejando … temos os covardes, que estão em silêncio … e temos os dissimulados, que argumentam que a decisão de Moraes é uma ação para limpar o debate”

“Tem alguns formadores de opinião dizendo que essa decisão [de Moares] é contra pessoas que desinformam, que manipulam o debate … o que significa isso?”

“Qualquer um que defende um princípio como esse, uma ação ditatorial de um juiz que decide quem pode calar a boca e quem pode falar no país, esses sim estão desinformando, manipulando o debate”

“Então o que temos é isso: uma perseguição feita por um juiz da Suprema Corte do país … é um ato ditatorial, que pode pegar qualquer um”

“Jamais vou defender que esses jornalistas, que estão fazendo um papelão, sejam calados … eu quero é ouvi-los … ou posso escolher não ouvi-los”


 


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