General Barbosa: “Atitude de Toffoli foi presunçosa, arrogante e raivosa”

Amanda Nunes Brückner | 18/04/2019 | 3:12 AM | BRASIL
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Dias Toffoli já avisou que não aceitará críticas contra a Suprema Corte e irá mandará investigar e punir (se necessário) aqueles que atentarem contra a dignidade do órgão.

Pois bem, segue abaixo um artigo publicado por um General de Divisão.

Ditadura da Toga?

(General de Divisão Eduardo José Barbosa, Presidente do Clube Militar)

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por 6 votos a 5, que processos envolvendo crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, que estiverem associados á prática de caixa dois, devem ser enviados à Justiça Eleitoral.

Um dos Ministros vencidos no julgamento foi taxativo:

“É difícil de entender. E é difícil de explicar para a sociedade por que estamos mudando uma coisa que está funcionando bem para o pais.”…

Não adiantou!

No que diz respeito, ainda, aos votos favoráveis à nova sistemática, fica evidente uma ofensiva contra a Operação Lava Jato, deixando a suspeição de haver uma disputa pelo poder no âmbito do próprio Poder Judiciário ou uma tentativa de “favorecer a defesa de corruptos”, ou mesmo, as duas coisas!

Outro ponto a ser considerado é o de que numa votação terminada em 6 X 5, no STF, fica nítida a incerteza do Tribunal quanto à legislação em vigor, deixando claro que a solução do impasse recai sobre o Legislativo, afetando diretamente o principio da segurança jurídica.

É sabido que a Justiça Eleitoral não tem estrutura para apurar e julgar seus crimes.

Os juízes “eleitorais” estão, pode-se dizer, “en passant” (circunstancialmente) , pois atuam só nos períodos de eleição.

A Justiça Eleitoral não teria, em tese, como dar continuidade às operações que a Lava Jato iniciou no combate à corrupção, ainda que somente restritas ao “caixa 2” de crimes eleitorais.

O pacote de medidas elaborado pelo Ministro da Justiça e já entregue ao Congresso contém uma proposta no sentido de direcionar esses crimes para a justiça comum.

Caso essas medidas sejam aprovadas, a decisão do STF poderá trazer mais incerteza à Nação.

Ainda durante esse julgamento, o presidente do STF determinou a abertura de um inquérito, sem objeto determinado, para apurar contestação, ofensa, crítica ou ameaça contra os ministros e seus familiares.

Por que não se pode criticar ou contestar?

Em atitude presunçosa, arrogante e, mesmo, raivosa, esta decisão abre brechas para abafar o direito constitucional de manifestação de todo brasileiro e da própria imprensa.

Ofensas, ou ameaças contra qualquer cidadão já são tipificadas como crime.

Como fica a liberdade constitucional de expressão, defendida e alardeada, que, entretanto, só é admitida para falar positivamente?

Somente nas Ditaduras isso acontece…


(Texto acima reproduzido da revista do Clube Militar na íntegra) 


 

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