Guerra contra Big Techs ganha reforço de peso

31/01/2021

Presidente ressaltou que as Big Techs representam uma ameaça às ‘instituições democráticas legítimas’

Durante a Cúpula Virtual de Davos, Vladimir Putin fez um alerta sobre a influência dos gigantes globais da tecnologia.

De acordo com o presidente Russo, essas empresas estão “competindo” com governos nacionais:

“Não são apenas gigantes econômicos … em algumas áreas, elas já estão de fato competindo com o Estado … acabamos de ver o que aconteceu nos EUA …” se referindo ao banimento do ex-presidente Trump no Twitter.

Putin declarou que não está claro qual é a linha entre um ‘negócio global bem-sucedido’ e ‘tentativas grosseiras, a seu próprio critério, de controlar a sociedade’:

“As instituições democráticas legítimas estão sendo substituídas … pessoas estão sendo restringidas de seus direitos naturaisde decidir como viver e expressar suas visões livremente”

Em sua página do fecebook, ele escreveu:

“Nas condições modernas, as contradições estão a piorar, incluindo as sociais, por isso a nossa civilização enfrenta a ameaça de uma guerra todos contra todos ‘.  Os gigantes digitais estão invadindo a privacidade das pessoas, destruindo os valores tradicionais do gênero e da família … valores esses que o mundo tradicional não pode aceitar.

Seus comentários ecoam os de líderes europeus, incluindo Angela Merkel, que expressou preocupação com atitudes de censura promovidas pelo twitter.

O porta-voz de Merkel disse tais atos são “problemáticos” e que a liberdade de opinião é um “direito fundamental de importância elementar”.

“Este direito fundamental pode sofrer interferências, mas por meio da lei e dentro da estrutura definida pelo legislativo, não de acordo com a decisão da administração das plataformas de mídia social”, explicou o porta-voz.

Governos da UE frequentemente entram em confronto com os gigantes norte-americanos da Internet, a quem acusam de deter muito poder.

A Polônia recentemente agiu para limitar o poder do Facebook e do Twitter, elaborando planos para um ‘conselho de liberdade de expressão’ que poderia anular suas decisões.

Sites de mídia social só terão permissão para banir usuários ‘por violar a lei’ de acordo com os planos revelados por Varsóvia no início deste mês.

Na última terça-feira, o ministro da Justiça da Hungria disse que o governo “vai propor uma lei ao Parlamento” com o objetivo de limitar o poder das empresas de tecnologia.

Josep Borrell, principal diplomata da UE, disse que “precisamos ser capazes de regular melhor o conteúdo das redes sociais. Não é possível que esta regulamentação seja realizada de acordo com regras e procedimentos estabelecidos por atores privados”

 

 

 

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