Houve sim uma ruptura. Jair já ouviu os sinais e o Exército está com ele

17/08/2021

(Raquel Brugnera – analista de política – reprodução)

Houve sim uma ruptura. Sim, Jair ouviu os sinais.

Lógico que o exército está com ele.

Evidente, que a oposição (incluindo famosos e poderosos), uniram forças porque sabem que o chão tremeu e deverão responder pelos seus atos das últimas décadas, como prestar contas de dinheiro público investido em projetos pessoais e as vezes que extrapolaram seus poderes e prestaram serviços à justiça, por exemplo.

Mais do que certo o Presidente tomar essa atitude (pedir impeahment de Barroso e Moraes) agora, ele tentou segurar, porém diante de um cenário de prisões num inquérito obscuro, sem acesso, que começou pelos militantes mais exagerados, chegou ao deputado com prerrogativas e engoliu o presidente de um partido e agora ameaça chegar ao pastor de uma igreja importante e ao próprio filho do presidente …  o que esperavam?

Que ele tomasse uma atitude depois do filho preso para a militância dizer que ele só agiu para defender o filho e não tinha qualquer preocupação com a prisão dos demais?

A missão da oposição (incluindo alguns ex-bolsonaristas que apenas surfaram a onda para aparecer no cenário midiático), era equiparar o atual governo com o Petismo, então era preciso criar um cenário de crime e acontecerem prisões no governo.

Já que não houve crime, criaram novas regras e até os exageros de fala (liberdade de opinião) e as rentáveis polêmicas, viraram um crime grave.

É como se um cidadão que acredita no autoritarismo fosse mais perigoso e criminoso do que aquele que desvia dinheiro público.

Detalhe: é crime desde que o tal autoritarismo seja por parte do exército, mas se for fã de um ditador de esquerda, pode falar à vontade.

Quanto aos presos, estão bem, na medida do possível.

Não são torturados, nem passam necessidades e ainda sairão de lá com a pecha de antissistema, perseguidos políticos e entrarão para a história e para os altos cargos da vida pública, anotem aí…

O povo está concordando com Jair Bolsonaro, mesmo que veladamente, veja bem, apenas a militância partidária concorda com a oposição.

O cidadão comum se assustou com os superpoderes que os juízes da Suprema Corte “se outorgaram”.

Os opositores aplaudem porque tudo está acontecendo contra um inimigo em comum, mas sabem que o “autoempoderamento” dos Ministros do Supremo  é um erro perigoso para todo o país.

Em última análise, com ou sem Jair no páreo, com ou sem voto impresso, com ou sem distritão, a missão de todo cidadão comum nas próximas eleições, é eleger alguém capaz de reescrever a Constituição Federal e coragem suficiente para enfrentar os que ainda permanecerão, se é que permanecerão…

 

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