Indústria desativada em MG armazena 12 mil toneladas de material radioativo

Amanda Nunes Brückner | 29/01/2019 | 11:08 AM | BRASIL
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Exploração da INB (Indústrias Nucleares Brasileiras) terminou em 1995, mas terreno não foi descontaminado

Comissão de energia encontrou problemas na manutenção dos resíduos.

Toneladas de lixo radioativo são mantidas em Caldas, região no sul do estado, há mais de 20 anos.

A área é do tamanho de 100 estádios do Maracanã.

Bacias de contenção de rejeitos, lama com resíduos radioativos e uma fábrica de beneficiamento de minério desativada é o que restou da primeira mina de urânio explorada no Brasil.

São cerca de 12.500 toneladas de resíduo de misturas altamente contaminantes que contêm urânio, tório, rádio.

Toda a área com rejeitos radioativos deveria ter sido recuperada e descontaminada, mas nada foi feito.

Uma comissão, de responsabilidade da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) encontrou diversas irregularidades na área e determinou uma melhor manutenção dos galpões que armazenam restos de urânio.

Nenhuma correção foi deita desde então.

A água que escorre do local sai ácida, o que pode representar um risco de contaminação de todo lençol freático da região.

Um relatório da própria INB calcula que recuperar a área custará quase R$ 2 bilhões e o tempo estimado é de 40 anos.

Vamos esperar mais uma tragédia acontecer para tomar providências?



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