Mandetta atendendo um paciente no consultório

Paciente: Doutor, eu gostaria de saber se meu caso é grave.

Mandetta: Vamos ter que fazer alguns exames.

Paciente: Que tipo de exames doutor?

Mandetta: Ainda não sei. Vou entrar no site da OMS e verificar. Só 1 minuto.

Paciente: E então doutor?

Mandetta: Teremos que fazer um teste’ rápido’ e verificar se dará positivo ou negativo.

Paciente: OK. E quando posso fazer esse teste?

Mandetta: Ahhh … não sei … vamos ter que importar da China … talvez leve algum tempo pra chegar.

Paciente: Mas minha doença é grave? Tenho que parar de trabalhar? Vou morrer?

Mandetta: Olha só, pela minha experiência, não dá pra saber (rsrs) … pode ser que você morra em abril, em maio, em junho ou até em julho … temos vários gráficos aqui que mostram uma tendência de achatamento da curva.

Paciente: Curva? O senhor está me assustando … não existe nenhum medicamento para minha doença?

Mandetta: Doença? Que doença? Ahh … sim … existem medicamentos excelentes, só que ainda não foram aprovados … e se você tomar esses remédios, eles podem te matar.

Paciente: Péraí … quem vai me matar? O remédio ou a doença?

Mandetta: Não sei … preciso de paz para trabalhar … não me pressione.

Paciente: Doutor, o que eu faço então?

Mandetta: Sei lá … se isole … fique na sua casa e não me encha saco.

Paciente: Mas … e se eu morrer antes desse tal teste chegar?

Mandetta: Não se preocupe … a gente faz um teste ‘rápido’ no seu cadáver.

Paciente: Posso confiar no senhor né?

Mandetta: Claro que pode … um médico não abandona um paciente.


 

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