Mourão assume e o Brasil tenta se alinhar novamente

Doa a quem doer, a verdade é uma só: Moro entrou grande e saiu gigantesco

O juiz de carreira integra, inabalável e de extremo sucesso, abriu mão dos 22 anos de carreira, para assumir um ministério que, a princípio, teria “carta branca” para atuar.

Conforme comentei aqui e na Toca por diversas vezes, Bolsonaro não cansou de dar “bolas foras”, tudo, em tese, para salvar um filho criminoso.

Se você ainda, a esta altura do campeonato, acha Flávio um humilde inocente, com a alma tão pura quanto a de Lula, melhor parar de ler por aqui.

Eu não gosto de futebol, não tenho o menor interesse no esporte, por isto tenho a sensatez de não comentar ou dar minha opinião sobre o tema, apesar do fascínio popular.

Assim sou com novelas, BBBs, celebridades brasileiras, e outros assuntos que, pela falta de interesse, não tenho envergadura alguma para comentar.

Muita gente deveria ter esta sensatez ao escrever sobre política.

Na maioria das vezes são pessoas que não leem, não se informam, desconhecem leis, regras, mas consideram-se especialistas.

Tem gente que acredita que Moro é miliciano, sócio de Aécio Neves, agente do FBI, e tais pessoas sequer tem o senso crítico aguçado para evitar passar vergonha compartilhando tais estapafúrdias informações.

Outros gritam que Bolsonaro é machista, fascista, racista, um verdadeiro festival de acusações ginasianas que só não matam de vergonha quem ainda acha a Folha de SP ou a Globo oráculos da informação sobre a política do país.

Muita gente, especialmente na Toca, me perguntou qual a “magia” para acertar tanto, tendo em vista que desde os tempos de colunista de jornal, eu seguia na contramão e acertava sempre o alvo.

A questão é simples. Primeiro, política é um assunto que me fascina, portanto diferente da maioria que entrou nesta apenas como torcida, sem entender as regras do jogo, eu estudo, e estudo muito.

Eu não tenho NENHUM político de estimação.

Quando falo bem de Bolsonaro, vem os idiotas dizer que sou fascista, que sou burro, que sou anti-democracia, entre outros absurdos que sou obrigado a ler, e ouvir.

Quando falo mal do Bolsonaro, pronto, as tietes do presidente me chamam de infiltrado, comunista, isentão, e blá, blá, blá, afinal esta turma gosta mesmo é de ser enganada, vide os votos em Joice, Frota e outros que nem vou citar nome para evitar encrenca, mas que em breve, muito em breve vai estourar bomba revelando quem realmente são essas pessoas.

A política no Brasil, entendam de uma vez por todas, não é binária e nem é tão simples como um Meme estúpido e compartilhado pela maioria.

Não há um maniqueísmo tropical que divide a política entre bons e maus.

A política no Brasil não é um filme da Disney.

É, no mínimo, um filme de Tarantino ou do Guy Richie. Não há mocinhos, só há bandidos. As pessoas gostam e torcem para aqueles que mais se identificam.

Mas pra não dizer que não falei das flores, pode haver sim algo bom neste “terrível dia” (para muitos) no Brasil.

Que o país não está andando, toda e qualquer pessoa se bom senso, já notou. A esquerda, o centrão e toda uma oposição de criminosos querem a todo custo parar o país.

Há um vilão em comum, causador de todos os males da Terra, praticamente uma caixa de Pandora ambulante e aberta: Bolsonaro.

Até então o jogo estava claro, bastava critica-lo e tentar derruba-lo a todo custo, só que enquanto isto o país trava e esta guerrinha estúpida de fã-clubes só tende a engrossar o caldo da panela do diabo.

Eis que Moro, como eu previ ontem debaixo de um quase linchamento, pediu demissão e “botou fogo no parquinho”.

Para não me alongar, é recomendável a TODOS, especialmente aos que gostam de escrever asneiras do tipo “Moro e Aécio se amam”, “Bolsonaro é miliciano e matou Marielle”, entre outras merdas, que assistam o pronunciamento do ex-ministro.

Está ali, tudo claro, preciso, de uma maneira séria, elegante e, até aqui, honesta.

O sujeito [Moro], gostem ou não, é de uma coragem invejável e um caráter brilhante. Não concorda? Ok, continue na bolha.

Bolsonaro foi dissecado e agora lhe restam poucas opções.

O pedido de impeachment virá e agora robusto, pois há elementos, não de crime fiscal, mas possivelmente um processo de tentativa de concussão, prevaricação, entre outras coisas que um juiz, especialmente hábil e técnico como Moro, sabe como caracterizar.

Para os que dizem: “ah, mas Moro falou sem ter provas…”, você realmente acha que um juiz federal com a trajetória dele, não sabe o que está dizendo? Volta pra bolha, colega.

As opções de Bolsonaro, que hoje [daqui a pouco] vai se pronunciar, provavelmente embaixo de panelas, são poucas, muito poucas.

Entre elas, não se assustem, mas a renúncia é a mais propícia.

Mourão assume e o Brasil tenta se alinhar novamente.

Não é segredo pra ninguém a ligação de Moro com os generais do elenco político que Bolsonaro montou.

A presepada do presidente, na calada da noite, podem apostar, não agradou em nada a turma da farda.

Se Mourão assumir, é bem provável que Moro, muito em breve vá para o STF.

Para o Brasil isto é sim uma vitória.

O mais irônico disto tudo é ver gente da esquerda tratar Moro agora como herói (eu previ isto, não?) e torcerem para que um general assuma a presidência.

Mourão já está no aquecimento?

É ou não é surreal? E ainda assim tem gente que quer opinar pensando que isto é um joguinho de várzea.

Aguardem os próximos capítulos, nobres colegas.

No Brasil, uma coisa é fato: ninguém morre de tédio.


(da página A Toca do Lobo

 

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