Murro na boca de jornalista não pode. Matar o presidente pode

Amanda Nunes Brückner | 26/08/2020 | 4:58 PM | MÍDIA
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O caso da suposta “ameaça” de Bolsonaro ao jornalista do Globo revela a hipocrisia da oposição fanática.

Independente de qual foi a fala do jornalista que motivou a resposta de Bolsonaro, o presidente não fez nenhuma ameaça, apenas manifestou uma vontade que estava em seu foro íntimo.

Bolsonaro disse que tinha vontade de encher a boca do jornalista de “torrada”, mas em nenhum momento disse que o faria, nem deu a entender que o faria.

Portanto, não houve ameaça.

No máximo, houve uma resposta grosseira e de mau gosto.

O anti-bolsonarista fanático discorda desse meu argumento?

Pois esse foi exatamente o mesmo argumento usado para defender o jornalista Hélio Schwartsman quando ele escreveu uma matéria dizendo que torcia pela morte de Bolsonaro.

Argumentaram que o jornalista apenas manifestou um desejo de seu foro íntimo, mas não deu a entender que faria algo para que esse desejo se concretizasse.

Mas há uma diferença.

Ao invés de fazer isso na emoção do momento, Hélio Schwartsman teve tempo para revisar e pensar 10 vezes antes de publicar. Já Bolsonaro, respondeu por impulso a uma provocação que até agora ainda não foi esclarecida.

Nenhuma pessoa pode ser punida por um desejo, alegaram os defensores do jornazista.

Mas quando se trata do presidente que eles querem derrubar, um mero desejo pode ser interpretado como uma grave ameaça e deve ser punido.

E esse duplo padrão nem é a maior hipocrisia que quero mostrar aqui. A maior hipocrisia é a dos defensores da liberdade de imprensa.

Primeiramente, “liberdade de imprensa” é uma expressão totalmente corporativista, geralmente pronunciada por aqueles que acham que somente jornalistas tem direito de se expressar livremente.

Não basta defender a tal “liberdade de imprensa”. É preciso defender a liberdade de expressão de todo e qualquer cidadão, coisa que os anti-bolsonaristas combatem com fervor.

Se for garantida a liberdade de expressão, obviamente a liberdade de imprensa estará abarcada dentro disso.

E onde estavam os defensores da tal “liberdade de imprensa”, quando o jornalista Oswaldo Eustáquio foi preso?

Para não ficar feio, tentaram dizer que ele era um mero blogueiro. Ficou mais feio ainda, pois ficou nítido que na mentalidade deles a Justiça pode prender um blogueiro, mas não pode tocar em ninguém da casta deles.

Erraram em dobro, pois Eustáquio é sim jornalista, com diploma e registro.

E Gilmar Mendes, que defende o controle estatal sobre o que publicamos nas redes sociais, teve a cara de pau de citar George Orwell, que era um grande crítico desse tipo de controle.

“Jornalismo é quando se publica algo que alguém não quer. O resto é publicidade.”

Será que para o ministro boca de sapo essa frase se aplica a todos os jornalistas, ou só àqueles que publicam o que ele quer?

Pra complicar ainda mais, a Globo correu para avisar que um video compartilhado pelos bolsonaristas era falso.

E logo em seguida, a Maju fez uma fake news, dizendo que Bolsonaro e as demais autoridades não tinham homenageado as vítimas do vírus chinês no evento “Encontro Brasil vencendo a Covid-19”.

E essa fake news, o presidente teve o enorme prazer em desmentir.

E os checadores marcaram como falso o vídeo publicado na página do Carlos Bolsonaro.

Mas em nenhum momento o Carluxo colocou na legenda o que estava sendo dito, apenas publicou o vídeo, sem nenhuma adulteração e com a frase: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

E aí? Fake news dos checadores? E a Globo não vai desmentir a fala da Maju no quadro “Fato ou Fake”? Vai ficar tudo por isso mesmo?

E por falar em Globo, a emissora não vai publicar nada sobre a delação do “Doleiro dos doleiros”?

A provocação do jornalista foi, desde o início, uma isca para gerar uma reação intempestiva de Bolsonaro e dar a essa reação uma dimensão desproporcional, fazendo com que isso tomasse as primeiras páginas dos jornais, quando na verdade, o assunto que deveria estar em destaque é a delação do doleiro.

Perguntar não ofende. Rede Globo, por que o doleiro Messer entregava 300 mil por mês aos Marinho?


(Ricardo Santi – Reacionário de Topete

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