O brilhantismo de Dallagnol e a nova estratégia para salvar a Lava Jato

Amanda Nunes Brückner | 19/03/2019 | 2:12 PM | BRASIL
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Para evitar que processos sejam julgados na Justiça Eleitoral, Dallagnol decidiu usar a estratégia da “inversão do ônus da prova”

Profundo conhecedor das leis e estrategista nato, o procurador Deltan Dallagnol não decepciona.

Ele acaba de anunciar um novo ‘padrão operacional’ para a Operação Lava Jato com relação ao polêmico (e criminoso) caixa dois.

Dallagnol disse, em entrevista para a Folha, como o Ministério Público poderá agir diante da resistência apresentada por outros poderes (leia-se STF).

“Se um réu afirmar, por exemplo, que arrecadou propina para investir ilicitamente em uma campanha, a Lava Jato deve pedir a inversão do ônus da prova — ou seja, se o réu diz que havia caixa dois, então que demonstre.”

E complementou:

“A alegação do réu não basta. Você precisa de documentos materiais que comprovem aquilo, sob pena de que a competência seja determinada pela livre vontade do réu.”

Trocando em miúdos:

Se o réu subestimar o poder de investigação do Ministério Público e tentar usar o ‘caixa 2’ para supostamente escapar da Justiça Federal, o MPF poderá lhe aplicar um ‘xeque-mate’ e pedir provas de que ele (o réu) cometeu somente um delito eleitoral.

Caso ele não consiga sustentar (através de provas) que cometeu o delito eleitoral, o MPF pode indicar à Justiça Eleitoral que arquive o caso de caixa dois.

É aí que está o ‘pulo do gato’ proposto por Dallagnol:

Com o processo arquivado na Justiça Eleitoral, o mesmo será remetido novamente à Justiça Federal, que é onde o filho chora e a mãe não vê.

Corruptos não passarão!


 

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