O sábio aprende com o erro do outro. Aja rápido, presidente

Amanda Nunes Brückner | 09/01/2021 | 9:13 AM | MIDIA
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(Frederico Rodrigues – escritor)

Donald Trump não perdeu porque não teve votos suficientes, perdeu porque subestimou seu inimigo.

Bolsonaro precisa aprender com isso e corrigir-se urgentemente.

Em 2016 Trump liderou uma das maiores mobilizações orgânicas da história da humanidade.

Fez a América abraçar de novo todos os seus valores e devolveu aos cidadãos o orgulho de serem americanos.

Coisa que a esquerda havia quase destruído.

Trump conseguiu isso ao tocar em pontos chave que angustiavam o cidadão comum, dando a este a motivação que lhe faltava para se levantar contra o establishment esquerdista.

Sua retórica foi impecável e nem mesmo o sistema todo atuando contra ele conseguiu derrotá-lo.

Mas o que permitiu a Trump espalhar sua mensagem foi uma rede gigantesca e orgânica de influenciadores e estrategistas que reverberavam seu discurso e principalmente o tornavam sinônimo de inconformismo com o status quo. Ser conservador passou a ser sinônimo de contra-cultura.

Ao assumir, tudo que Trump precisava fazer era:

1) quebrar as pernas de seus inimigos;

2) manter seus aliados perto;

3) consertar o país.

Nesta ordem.

Trump foi direto para a terceira opção, que cumpriu muito bem. Mas ignorou quase que completamente as outras duas.

Um de seus principais apoiadores, Milo Yannopolous foi obliterado das redes sociais através da perseguição da Big Tech (Google, Facebook, Twitter etc).

Do dia para a noite retiraram sua voz completamente através de uma perseguição implacável. Trump nada fez.

Depois, Trump decidiu se afastar de Steve Bannon, um estrategista de 1a linha que teria farejado e impedido o golpe armado para roubar as eleições a quilometros de distância.

Trump estava confiante que apenas um bom governo seria o suficiente para mantê-lo no poder.

Trump, por exemplo, nunca levou a sério a necessidade de restringir a Big Tech pela sua perseguição descarada.

Sua proposta de revogar a Seção 230 da Lei de Comunicações dos EUA, só veio no fim de 2020.

Este pedaço de lei garante impunidade às Big Tech, permitindo a censura.

A esquerda teve então 4 anos e todo o apoio da mídia, da Big Tech e dos bilionários progressistas para armar um golpe contra o Trump.

E o presidente só tinha ao seu lado um bom governo para apresentar. Não era o suficiente.

Quando o golpe foi dado, da forma mais descarada possível, não havia ninguém dos corajosos ao lado de Trump, pois estes já haviam sido silenciados ou abandonados por ele.

E mesmo os que sabiam que Trump estava sendo roubado, não tiveram coragem de defendê-lo.

Defender Trump significaria receber todo o peso do sistema contra você.

Ter sua vida destruída pelos donos do poder.

E o pior, sem nem mesmo a garantia de que Trump lhe apoiaria depois, como foi com Milo e Bannon.

Resultado? Nem mesmo os juízes da Suprema Corte ou o seu vice Mike Pence tiveram coragem de apoia-lo.

O castigo seria grande demais, a perseguição seria insuportável.

Entregar Trump seria mais tolerável. Todos sabem que a eleição foi fraudada, mas apontar isso é um fardo que pouquíssimos aliados querem em suas vidas.

Esta é a força do sistema.

Trump fez um ótimo governo, devolveu respeito aos EUA, bombou a economia, quase eliminou o desemprego, não iniciou nenhuma guerra e ainda fechou a acordos de paz.

Teve mais votos em 2020 do que teve em 2016. De nada adiantou.

Nesta guerra contra um sistema tão poderoso, a melhor gestão do mundo não quer dizer nada se os seus inimigos controlam a informação.

Trump até hoje não tem um perfil em uma rede social isenta como o Parler.

Sua voz é controlada por bilionários de esquerda que têm o poder de decidir livremente o que se enquadra ou não no rótulo de “discurso violento”.

A intenção é devolver a um único grupo o monopólio da informação que havia sido perdido quando as redes sociais se popularizaram.

Tivesse Trump migrado para outra redes sociais, comprometida com a liberdade de expressão, toda a imprensa teria que migrar também para acompanhá-lo, junto com seus seguidores.

Em poucos meses, teria o mesmo alcance e não seria refém da censura esquerdista.

Trump está silenciado, mesmo com o movimento que o apoiou estando no auge de sua força.

Será perseguido pelo sistema que tentará prendê-lo. Seus perfis jamais serão restaurados. Tudo pq subestimou inimigos e se afastou dos amigos.

Lição ao presidente Bolsonaro: popularidade, apoio do povo e bom governo não significam nada.

Defenda quem te defende e escute conselhos de quem entende está guerra. Não de generais que acham que derrotaram os comunistas.

Presidente Bolsonaro migre suas redes sociais.

Não poste mais nas redes da Big Tech.

Defenda seus apoiadores e volte a escutar os conselhos de quem realmente te ajudou a chegar aonde está.

O golpe para retirá-lo já está armado, vão te censurar como já fazem hoje com seus apoiadores, e seus generais não irão te defender.

Aja, antes que seja tarde.

Bolsonaro é hoje o Trump em 2018 quando tudo isso lhe foi avisado.

Lembrando sempre que a guerra não é contra Trump ou Bolsonaro, é contra nós.

Eles só estão no caminho.

 

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