O vírus chinês foi planejado?

Guilherme Santiago | 03/04/2020 | 5:05 PM | INTERNACIONAL
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Coincidência? Há 6 meses, Johns Hopkins, World Economic Forum e Fundação Bill Gates simularam pandemia mundial


Não vamos emitir nossa opinião nesta matéria … vamos simplesmente mostrar os fatos e deixar que você (leitor) faça sua análise

Em outubro de 2019, o Centro de Saúde e Segurança da Johns Hopkins Bloomberg School em parceria com World Economic Forum e a Fundação Bill e Melinda Gates, realizaram o Event 201, evento que simulou uma pandemia mundial de coronavírus com uma suposta estimativa de 65 milhões de mortos.

Conforme explica o site da Johns Hopkins, a simulação de pandemia mundial buscou analisar quais seriam as respostas possíveis a tal ameaça e quais os possíveis impactos de uma provável pandemia.

*** coincidência ou não, é a própria Universidade Johns Hopkins que está administrando os dados oficiais da pandemia … o software já estava pronto? … ***

O site da entidade destacou, já naquela época, que o exercício consistia em uma realidade ficcional de coronavírus e não em uma previsão de que ocorreria um surto envolvendo este vírus.

No cenário simulado foi calculado possível alcance de 65 milhões de mortes em escala global.

A simulação de pandemia mundial nominou o vírus de CAPS, considerando ele um tipo de coronavírus similar ao SARS e o MERS, mas que nunca havia sido visto antes (tal como vivemos hoje o covid-19).

O efeito do vírus na simulação incluía pneumonia e dificuldade respiratória, entre outros efeitos esperados.

No cenário hipotético era esperado que devido a mutações do vírus, ele passaria a ser transmitido de pessoa a pessoa e não apenas entre animais.

O início do problema simulado ocorria no Brasil, na suinocultura. Com a mutação do covid, o vírus passaria dos porcos para as pessoas e migrando para áreas urbanas do Brasil, se espalharia por todo o planeta.

Era esperado no cenário que a resposta à pandemia envolvesse líderes da área de negócios (business leaders), especialistas em saúde e representantes do CDC (Center for Desease Control, dos EUA). O tempo para o vírus matar 65 milhões de pessoas seria de 18 meses.

Especialistas discutiram sobre o cenário simulado, em um vídeo em inglês [disponível] abaixo, no youtube da entidade Center For Health Security.

A Dra. Caitlin Rivers previu que o número de infectados dobraria em uma semana e se multiplicaria por 15 em um mês e a partir daí continuaria a crescer exponencialmente.

Em três meses atingiria 10 milhões de infectados.

Quem estava presente?

Participaram dos debates Adrian Thomas, da Johnson & Johnson; Sofia Borges, da UN Foundation; Christopher Elias da Fundação Bill e Melinda Gates; Eduardo Martinez da Fundação UPS (The UPS Foundation); Jane Halton, da ANZ Bank Group; George Gao, do CDC da China; Stephen Redd, do CDC dos EUA; Tim Evans, Banco Mundial; Martin Knuchel, da Lufthansa Airlines; Latoya Abbott, da Marriot International; Hasti Taghi da NBCUniversal; Matthew Harrington da Edelman; entre outros.

Resumo das recomendações do Event 201 que simulou a pandemia mundial de coronavírus

A lista final de recomendações foi sintetizada em sete lições aprendidas com o exercício, nos quais líderes dos setores públicos e privados devem tomar observar:

1. Os Governos, as organizações internacionais e as empresas privadas devem planejar, preventivamente, as capacidades corporativas essenciais que seriam usadas durante uma pandemia de larga escala;

2. A indústria, os Governos e as organizações internacionais devem trabalhar juntos para reforçar os estoques de material médico e permitir uma distribuição rápida e equitativa;

3. Os governos devem fornecer recursos e apoio ao desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos;

4. Os negócios globais devem reconhecer o risco de uma epidemia global para a economia mundial e trabalhar na prevenção;

5. As organizações internacionais devem dar prioridade à redução dos impactos econômicos de epidemias e pandemias;

6. Os vários países, organizações internacionais e empresas de transporte global devem trabalhar juntas para assegurar as viagens e o comércio mesmo durante uma pandemia grave. A manutenção do funcionamento comércio é essencial para a preservação das economias global, nacionais e até locais;

7. O combate à desinformação tem de ser uma prioridade dos Governos.


Event 201 Pandemic Exercise: Highlights Reel

postado no youtube dia 4 de nov. de 2019

*** diversos trechos do evento estão disponíveis no YouTube em vídeos mais extensos … faça uma busca com as palavras event 201 ***


Nota da agência internacional de checagem de notícias FactCheck.org

De fato, houve um exercício (chamado “Evento 201”) realizado em outubro, realizado pelo Centro Johns Hopkins para Segurança da Saúde – do qual a Fundação Gates participou – que se concentrava na preparação para emergências no caso de um “evento muito grave”. pandemia.” Mas não lidou com 2019-nCoV e não fez previsões da vida real sobre o número de mortos.

“Para deixar claro, o Center for Health Security e os parceiros não fizeram uma previsão durante o exercício de mesa. Para o cenário, modelamos uma pandemia fictícia de coronavírus, mas declaramos explicitamente que não era uma previsão ”, afirmou o centro em comunicado.

“Em vez disso, o exercício serviu para destacar os desafios de preparação e resposta que provavelmente surgiriam em uma pandemia muito grave. Agora não estamos prevendo que o surto do nCoV-2019 matará 65 milhões de pessoas. Embora nosso exercício de mesa incluísse um novo simulado coronavírus, as entradas que usamos para modelar o impacto potencial desse vírus fictício não são semelhantes ao nCoV-2019.”

Em outras palavras, o evento se concentrou em um coronavírus inventado – e não em um com os mesmos recursos do vírus que está se espalhando atualmente.

O cenário ficcional envolveu uma doença que começou nas fazendas de suínos no Brasil e se espalhou pelo mundo, levando a 65 milhões de mortes. Novamente, tudo foi compensado pela simulação. Vídeos e informações sobre o evento são facilmente acessíveis on-line; o Center for Health Security também organizou eventos semelhantes no passado.

Não é de surpreender que essa simulação tenha se concentrado em um tipo de coronavírus, disse David Hamer , professor de saúde e medicina global da Universidade de Boston e membro do corpo docente dos Laboratórios Nacionais de Doenças Infecciosas Emergentes da universidade.

Hamer disse que o objetivo de tal simulação – que muitas vezes reúne representantes de várias disciplinas como academia, saúde pública e governo – ” é apresentar um cenário desconhecido e fazer com que os grupos trabalhem em equipe para desenvolver uma resposta de emergência”.

 


Nota oficial da John Hopkins | Center for Health Security

Declaração sobre nCoV e nosso exercício de pandemia

Em outubro de 2019, o Johns Hopkins Center for Health Security organizou um exercício de mesa pandêmico chamado Evento 201com parceiros, o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill & Melinda Gates. Recentemente, o Center for Health Security recebeu perguntas sobre se esse exercício de pandemia previu o atual novo surto de coronavírus na China. Para deixar claro, o Center for Health Security e os parceiros não fizeram uma previsão durante o exercício de mesa. Para o cenário, modelamos uma pandemia fictícia de coronavírus, mas declaramos explicitamente que não era uma previsão. Em vez disso, o exercício serviu para destacar os desafios de preparação e resposta que provavelmente surgiriam em uma pandemia muito grave. Agora não estamos prevendo que o surto do nCoV-2019 matará 65 milhões de pessoas. Embora nosso exercício de mesa incluísse um falso romance de coronavírus.

 


“Nova epidemia pode matar 30 milhões em seis meses” disse Bill Gates


 

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