Os ‘negros’ do PSOL: “Eu era o menino preto numa escola de brancos.Eu sofri”

Desde que o ministro Ricardo Lewandowski determinou que já nas eleições de 2020 haverá a divisão proporcional de recursos e propaganda eleitoral entre candidatos negros e brancos, um estranho fenômeno tem ocorrido.

Cerca de quase 26 mil candidatos mudaram a raça declarada para concorrer a eleição, onde mais de 10.000 passaram de brancos para pardos ou negros.

Um exemplo disto é o empresário João Paulo Demasi, genro de Gilberto Gil, que concorre a uma vaga de vereador em São Paulo pelo PSOL, partido este que “coincidentemente” foi quem acionou o Supremo, após a decisão do plenário do TSE ter decidido que a divisão proporcional entre raças só valeria a partir de 2022.

Para o partido que tem David Miranda (foto abaixo à esquerda), que se diz negro, como deputado, os incentivos às candidaturas de pessoas negras, nos termos delimitados pelo TSE, devem ser aplicados desde já.

Demasi (abaixo à direita), em sua defesa, afirma que seu fenótipo – cor da pele, cabelo, boca, nariz – não condiz com sua autodeclaração, que para o candidato a vereador é o que define sua identidade.

“Não é o meu nariz, minha boca, meu cabelo que me identificam. Isso tem que mudar até pela educação. A identidade é uma percepção minha, não sua. Eu era o menino preto numa escola de brancos. Eu sofri. Vi minha mãe chorar e chorei pela minha mãe. Ouço ‘só podia ser preto’ desde os 12 anos. Me identifico preto desde criança”, argumentou, em entrevista a um jornal de SP em setembro deste ano.

Enfim, é o PSOL mostrando seu real “respeito” às raças.

Pode confiar sim…


(da página A Toca do Lobo

 

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