PF na cola do hacker que ‘destruiu’ o sistema do STJ

Um hacker invadiu o sistema do Superior Tribunal de Justiça (STJ), criptografou todo o acervo de processos da corte, e também bloqueou o acesso  às caixas de email dos ministros.

Todos os dados e sistemas que estavam nos servidores do STJ foram criptografados.

O invasor conseguiu criptografar até mesmo os backups dos dados da corte.

Nesta quinta-feira, quase 48 horas após o ataque, o STJ não existe virtualmente.

Técnicos do tribunal e peritos de empresas terceirizadas não conseguiram quebrar até agora a criptografia – e talvez nunca consigam.

A íntegra do acervo do segundo tribunal mais importante da República está bloqueada e indisponível.

Trata-se do mais grave ataque digital já cometido contra um órgão de estado do Brasil.


Comunicado do STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) detectou, no dia 3 de novembro de 2020, um ataque hacker durante o período da tarde, quando ocorriam sessões de julgamento.

Verificou-se que um vírus estava circulando na rede de informática do tribunal e, como medida de precaução, os links para a rede mundial de computadores foram desconectados, o que implicou o cancelamento das sessões de julgamento e impossibilitou o funcionamento dos sistemas de informática e de telefonia da Corte.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, de imediato, solicitou providências à Polícia Federal, por meio de notitia criminis, para que procedesse às devidas investigações.

A pedido do presidente do STJ, o ministro da Justiça, André Mendonça, determinou a instauração de inquérito, que já tramita perante a Polícia Federal.

O STJ está fornecendo todas as informações demandadas pela PF e acompanhando, passo a passo, os procedimentos investigatórios.


Palavras do presidente Jair Bolsonaro

“Hackeamento do acervo do STJ. Aí, pessoal, alguém entrou lá no acervo do STJ, Superior Tribunal de Justiça, né?”

Pegou tudo, pegou todo o arquivo lá, guardou e pediu resgate”

“Bem, a Polícia Federal entrou em ação imediatamente. Tive a informação do diretor-geral da PF, o senhor Rolando Alexandre”

“Já descobriram quem é o hackeador. Já descobriu, Cid [assessor do presidente]? Já descobriram? Pô, o cara hackeou e não conseguiu ficar aí duas horas escondido, pô”.


 

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