Pílula do câncer: Bolsonaro quer liberar remédio vetado pela Anvisa

22/01/2020

Bolsonaro disse que agências reguladoras “não são soberanas” e defendeu “pílula do câncer”

O presidente Jair Bolsonaro criticou o STF pela proibição da fabricação da ‘pílula do câncer’, após ter seu uso autorizado por lei aprovada pelo Congresso e sancionada em 2016, pela então presidente Dilma Rousseff.

Bolsonaro destacou que, quando deputado, aprovou a liberação do medicamento para tratamento de pacientes terminais, mas que o Supremo barrou a decisão por não haver eficácia comprovada.

“Tem coisas que não dá para esperar … a Anvisa , por exemplo, não pode protelar por muito tempo a liberação das pautas que interessam à sociedade“, declarou o presidente em referência à recomendação da agência pelo veto da pílula.

A fosfoetanolamina sintética

Também conhecida como “fosfo”, a fosfoetanolamina sintética é uma substância desenvolvida pelo químico paulista Gilberto Chierice.

Falecido no último ano, ele argumentava que “a droga tem o poder de curar todos os tipos de câncer.”

De acordo com a Anvisa, não há provas de que ela realmente funcione e seus efeitos colaterais são desconhecidos, por isso, ela não pode ser distribuída ou vendida no Brasil.

A droga foi produzida e distribuída de graça por anos pelo laboratório do Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros, da USP em São Carlos.

Quando Chierice se aposentou, a USP parou de produzir a substância.

Pacientes com câncer passaram a entrar na Justiça para assegurar o direito de receber a substância, até que o ministro Fachin, em decisão liminar, liberou o fornecimento para uma paciente do Rio de Janeiro.

Com a decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo estendeu a liberação a todos os pedidos feitos por pacientes.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou que o remédio tem potencial para combater o Câncer

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