Porque Olavo merece respeito e merece ser lido

16/12/2020

(Marco Frenette – escritor)

É possível compreender o comunismo mundial e suas artimanhas sem ler Olavo de Carvalho, pois há outros grandes autores que se aprofundaram e ainda se aprofundam no tema.

Porém, não é possível compreender realmente o Brasil contemporâneo sem aprender com o pensamento e análises do mesmo Olavo; e por um motivo muito simples: ele é o único intelectual brasileiro em atividade.

É o único que vem pensando os problemas brasileiros em toda a sua abrangência nas últimas três décadas.

É de uma assombrosa arrogância uma pessoa alheia ao tamanho intelectual desse homem querer reduzi-lo a apenas um falador de palavrão e a um crítico do Exército e de certas decisões do governo.

Claro que Olavo pode ser criticado.

Todos nós podemos ser criticados, e cá estou eu criticando quem critica o Olavo, e também já critiquei o Olavo em pontos específicos, tais como o de dar entrevista para um lixo comunista como a revista “Carta Capital”.

Por que não criticar? A crítica é livre.

O que não é livre é a honestidade, porque ela é presa à noção de que existe o certo e de que existe o errado.

Quem é livre é o relativismo, popularmente conhecido como o Sr. Duas Medidas ou como Sr. João Sem Braço.

E nisso chegamos ao tipo de crítica que é feita ao professor.

Uma coisa é dizer: “Discordo de Olavo de Carvalho em tal aspecto, por que…”.

Outra, bem diferente, é fazer ataques pessoais e desmerecê-lo como homem, como intelectual e como escritor, como se ele fosse um zero à esquerda.

Essa falta de respeito revela muito mais sobre o desrespeitador do que sobre o desrespeitado.

Olavo não é inatacável.

O problema é ele ser atacado de forma vil e irresponsável; e, às vezes, de forma criminosa, visando atrapalhar ou impedir que ele ganhe seu sustento por meio de seus cursos e de suas outras atividades intelectuais.

E há outro truque: os que pedem que Olavo seja tratado com respeito são imediatamente chamados de “puxa-sacos”, “Olavistas” ou “Gado”.

Como se respeitar alguém pela sua imensa produção intelectual fosse sinal de subserviência e de veneração.

Nesse ponto, há uma pergunta interessante a ser feita: o que é mais fácil, pegar frases soltas em momentos de destempero de um homem indignado e cansado com a brutal infâmia que o cerca, ou ir até a livraria mais próxima e adquirir suas principais obras e estudá-las seriamente?

Há mais de mil teses sobre o pensamento de Olavo.

Sua obra, entre o que já foi publicado e o que está em vias de ser, soma mais de 50 volumes.

Apenas seus livros mais conhecidos, tais como “O Mínimo…”, “O Imbecil Coletivo”, o “Jardim das Aflições” e “Aristóteles em Nova Perspectiva”, têm mais conhecimento digerido e útil, e calcado na realidade objetiva e no raciocínio lógico, do que tudo o que a esquerda e a direita brasileiras produziram nas últimas décadas.

Dispensar um tratamento desrespeitoso e sórdido ao nosso único filósofo vivo, e a um dos intelectos mais poderosos e lúcidos que o país já produziu, revela o quanto que os brasileiros estão afundados até o pescoço em uma enorme fossa sanitária de mesquinharia, irresponsabilidade, ignorância e pretensão, sobretudo pretensão.

 


 

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