Próxima indicação para o STF: um erro que Bolsonaro não tem o direito de cometer

20/06/2021

(Guillermo Federico Piacesi Ramos – advogado

Já chegamos no ponto da “escolha de Sofia” no Brasil, onde devemos ir atrás apenas da prioridade.

Atualmente, essa prioridade é o Presidente nomear o próximo ministro do STF, em novembro próximo.

Bolsonaro chegará até novembro; não tem como derrubá-lo.

Na verdade, ele cumprirá todo o mandato.

Todos sabem disso.

A questão é apenas “como” ele cumprirá o prazo que lhe resta, e em que condições.

Quando nomear o sucessor de Marco Aurélio, ele não poderá errar o tiro.

Em maio de 1990, Marco Aurélio Mello foi nomeado pelo presidente Fernando Collor de Mello, seu primo, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Com a aposentadoria do ministro , que deixará o Supremo Tribunal Federal no próximo dia 12 de julho, quando completa 75 anos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderá indicar o segundo integrante da principal corte do país dentro de seu mandato.

Indicar alguém medíocre ou fraco para o STF será o maior desperdício de munição de toda a história.

O Direito que a Suprema Corte aplica hoje é “adaptável” às circunstâncias, alterado de acordo com os interesses dos ministros.

Tem que ser alguém que tenha o próprio entendimento, que conheça bem a Constituição, com ideias fortes e contundentes.

Se o Presidente da República indicar um dos seus 3 “conselheiros jurídicos” para a vaga, estará cavando a sepultura de seu Governo e relegando a todos nós a esperança de dias melhores.

A indicação para a próxima vaga do STF é o único erro que Bolsonaro não tem o direito de cometer.