Quando o Judiciário é incapaz de cumprir seu papel, os militares entram em ação

Amanda Nunes Brückner | 11/11/2019 | 11:35 AM | BRASIL
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Em entrevista para a revista A Crusoé, em agosto de 2018, o general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro, declarou que não havia espaço para intervenção militar, mas que ela poderia ocorrer caso o Judiciário “não cumprisse sua missão”

Abaixo um trecho da entrevista:

Hamilton Mourão:

“Não espaço para uma intervenção militar … o que ocorre é que a gente nunca pode abandonar nossa questão da missão constitucional das forças, das garantias dos poderes constitucionais e garantias da lei e da ordem.”

“Temos objetivos nacionais permanentes, que é o estado de democracia e paz social … então, se quero preservar a democracia, tenho que conservar os poderes constitucionais. Se eu quero preservar a paz social, tenho que garantir a lei e a ordem. No momento em que isso estiver seriamente ameaçado, aí poderá ocorrer algum tipo de intervenção … mas não é o caso no momento … teria que haver uma hecatombe no país.”

Crusoé: “O que justificaria uma intervenção?”

Hamilton Mourão:

“Digamos que uma total discordância em relação às ações de combate ao crime organizado e essas quadrilhas que estão por aí … o Judiciário incapaz de fazer cumprir suas sentenças, incapaz de conseguir julgar quem tem que ser julgado, em total desrespeito à lei … a partir daí a gente está no caos, não é?”

“Eu tenho dito seguidamente que uma democracia como a nossa só se sustenta, e as pessoas só conseguem conviver, porque existe a lei. Se não houver respeito à lei, nós vamos para a barbárie.”

 


 

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