Reino Unido: Em 2018/19 não havia Covid e número de mortes foi maior que em 2020/21

Guilherme Santiago | 12/01/2021 | 4:07 AM | DESTAQUES DB
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Desde o fim do segundo lockdown na Inglaterra, no início de dezembro, o número de pessoas que deram entrada em hospitais (infectadas pelo vírus chinês) tem aumentado significativamente.

No dia 8 de dezembro de 2020, o Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) se tornou o primeiro bloco político do Ocidente a vacinar a população contra o novo coronavírus.

A Inglaterra viveu um estado de euforia e otimismo com o início da vacinação, mas uma suposta nova variante da praga oriental deu início a um grande surto, que levou a novos fechamentos.

Nos últimos dias, o Reino Unido (que está no inverno) tem registrado números recordes de mortes supostamente devidos à covid-19.

Segundo dados oficiais divulgados na sexta-feira (8/01), 1.325 pessoas morreram em 24 horas pela doença.

“É o maior número diário registrado desde o início da pandemia.” destaca a mídia CRTL+C/CRTL+V (copia e cola).

E a mídia ainda diz o seguinte:

O governo diz que o total de mortes “continuará a aumentar até que a disseminação seja interrompida” e lançou campanha na Inglaterra estimulando todas as pessoas a “agirem como se tivessem” o vírus.

Profissionais de saúde relatam que estão atendendo cada vez mais pacientes jovens.

As infecções têm crescido entre adolescentes, estudantes e pessoas na faixa dos 20 e 30 anos nos últimos meses.

Uma pequena parcela de pessoas dessa faixa etária acaba inevitavelmente no hospital necessitando de tratamento.

Será que é bem assim?

Fomos pesquisar o número de mortes na Inglaterra durante os últimos anos.

Segundo o site oficial ons.gov.uk, em 2019 houve um aumento de 26.500 mortes durante o inverno de 2019, sendo 50,2% entre os homens (13.300) e 49,4% entre as mulheres (13.100).

Vale destacar que ainda não havia a pandemia do vírus chinês.

As principais causas de óbitos foram doenças doenças circulatórias (definidas como Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão (CID-10) códigos I00 a I99), doenças respiratórias (definidas como CID-10 códigos J00 a J99) e demência e doença de Alzheimer (definida como códigos CID-10 F01, F03 e G30).

A Inglaterra já vivia um aumento crescente no número de mortes durante os últimos 5 invernos.

Para se ter uma ideia, no inverno 2018-2019, os dados registrados foram os seguintes (média de mortes diárias):

dia 05/01: 1532 óbitos

dia 06/01: 1579 óbitos

dia 07/01: 1588 óbitos

dia 08/01: 1515 óbitos

dia 09/01: 1485 óbitos

dia 10/01: 1490 óbitos



Calma … sem pânico

É importante (e crucial alertar) dizer que o padrão geral das pessoas com risco de adoecer gravemente ou morrer não mudou significativamente.

Quanto mais velha for a pessoa (especialmente acima de 65 anos), maior será o risco ao contrair covid-19.

Aliás, pessoas mais velhas (infelizmente) possuem um risco maior de falecer de várias comorbidades e não só de Covid.

Para pessoas com menos de 40 anos que foram infectadas, o risco de morte é de 0,1%.

A taxa sobe para mais 5% para pessoas com mais de 80 anos, de acordo com a pesquisa do Imperial College London sobre a primeira onda.

Crianças e adultos jovens têm registrado, desde o início, as taxas mais baixas de internação, quando comparadas a outras faixas etárias.

“À medida que os casos na comunidade aumentarem, haverá um pequeno aumento no número de crianças que vemos com covid-19, mas a grande maioria das crianças e jovens não apresenta sintomas ou apresenta apenas casos leves.””, disse recentemente Russel Viner, presidente do Royal College of Paediatrics and Child Health.

Cerca de 3 em cada 100 mil pessoas com idades entre 45 e 64 estão ficando gravemente doentes com covid-19 e sendo admitidas em unidades de terapia intensiva, fato que não significa necessariamente o óbito.

É uma taxa baixíssima.

Pessoas com menos de 17 anos representam uma porcentagem muito pequena daqueles internados no hospital com covid (menos de 1%) e pouquíssimos (desses 1%) precisam de tratamento intensivo.

Para os que têm entre 15 e 44 anos, menos de 1 em cada 100 mil estava gravemente doente devido à covid-19 em dezembro.

Em função dos dados acima, podemos supor que o vírus chinês está se espalhando rapidamente, porém com uma taxa de mortalidade menor.

Será que em breve teremos a chamada imunidade de rebanho?

Tomara que sim …

 

 

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