Se ele provar um crime do presidente, estará encrencado. Se não provar, estará mais encrencado ainda

Amanda Nunes Brückner | 04/05/2020 | 2:48 PM | MÍDIA
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Se Jair cometeu um crime, tentando interferir nas investigações da Polícia Federal, Moro errou em não ter aberto um procedimento para expor e punir o presidente, ao invés de negociar um cargo [no STF] em troca de seu silêncio.

Se provar um crime do presidente, o ex-ministro da Justiça também estará encrencado; se não provar, mais encrencado ainda!

Errou quando foi para a televisão e disse que Jair não tentava interferir e que as polícias tinham liberdade.

Errou ao defender um suposto “criminoso” em troca de um cargo para o amigo [Maurício Valeixo, ex-diretor da PF].

Errou em não divulgar que a tal interferência [de Bolsonaro] era justamente mudar aquele que impedia que algumas investigações andassem.

Errou em não explicar aos leigos que um relatório não significa ter acesso à informações adiantadas, como saber antecipadamente onde a polícia irá fazer uma busca … pelo contrário, um relatório é o resumo das atividades da investigação depois que elas já foram executadas.

Errou por não permitir que o presidente tivesse acesso aos RELATÓRIOS da investigação sobre Adélio Bispo, relatórios esses que a jornalista do Globo obteve semana passada e já adiantou, em matéria jornalística, que a PF concluiu que Adélio agiu sozinho, sem comparsas ou mandante.

Se um jornalista pode ter acesso ao relatório, por que o presidente da República não poderia ter?

Se a opinião da mídia (que fomenta a opinião da população), não interfere nas investigações, por que a opinião do presidente interferiria?

Por que a leitura do relatório é tão inocente para os jornalistas e tão perigosa para um líder eleito pela maioria do povo?

Errou quem deu o relatório secreto à jornalista e o negou ao presidente!

Errou quem gravou conversas presidenciais e encontrou aliados inimigos do país, que até ontem dizia combater.

Errou em espalhar que tinha 15 meses de conversas recheadas de provas e no final entregou 15 dias de fofocas entre ele e seu entorno, sem uma frase sequer onde o acusado lhe envie uma ordem expressa mandando agir de tal forma para acelerar, ou travar uma investigação policial.

Errou em montar um circo patrocinado pelo STF e no final, sem ter provas, devolveu a bola aos agentes da justiça, deixando nas entrelinhas que “quem deve provar que não tentou interferir é Jair Bolsonaro”.

Errou feio, se viu um crime e mesmo assim, negociou um cargo com o “criminoso”.

Errou também quem está hoje nas redes sociais tentando explicar o significado de “lealdade”.

Não era para ser fiel ao presidente, seu Sérgio, a lealdade era pela causa!

O senhor prejudicou a causa e não o Jair … será que ainda não percebeu que, quanto mais os adversários se movem para destruir o pouco que a direita conseguiu, mais eles se organizam para fazer valer seus votos?

A cola que liga a direita é a deslealdade ao país, que tem de sobra na esquerda e que é para onde o senhor migrou porque não conseguiu manter seu amigo no cargo … amigo que controlava quais crimes deveriam ter soluções e quais investigações seriam encerradas para proteger os mandantes.

Inclusive, desviar do mandante, não seria considerado “interferência nas investigações”?


(Raquel Brugnera – jornalista


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