Suplementos não evitam morte prematura e doenças cardíacas, aponta estudo

Guilherme Santiago | 09/07/2019 | 12:01 PM | INTERNACIONAL
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Revisão científica mostrou que a maioria dos suplementos nutricionais não oferece proteção contra morte prematura.

Multivitamínicos e antioxidantes estão entre os produtos consumidos por milhões de pessoas e que não fazem diferença para a diminuição das taxas de mortalidade, segundo os especialistas.

Uma equipe de acadêmicos da Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos, analisou 277 testes, envolvendo um milhão de pessoas, para determinar os efeitos de 16 diferentes suplementos nutricionais.

Eles descobriram que a maioria não fez nenhuma diferença alguma para a redução da mortalidade ou de doenças cardiovasculares.

No mundo, cerca de 34% dos adultos consomem vitaminas e suplementos todos os dias em um mercado que movimenta anualmente US$ 37 bilhões.

Os especialistas estão cada vez mais céticos sobre a ação das pílulas e muitos apontam que os suplementos nunca poderão substituir a comida real.

No artigo, que foi publicado na revista Annals of Internal Medicine, alguns suplementos mostraram um pequeno grau de proteção contra problemas específicos de saúde.

O ácido fólico, por exemplo, mostrou alguma proteção contra o derrame … o ômega-3 e os ácidos graxos, que estão presentes em óleos de peixe, apontaram uma proteção contra ataques cardíacos.

Multivitamínicos, selênio, vitamina A, vitamina B6, vitamina C, vitamina E, vitamina D e ferro não tiveram efeito significativo na prevenção de morte prematura ou doenças cardiovasculares.

Intervenções dietéticas como a dieta mediterrânea, rica em vegetais, azeite e peixe, também não demonstraram quaisquer diferenças nas taxas de mortalidade e/ou na saúde do coração.

A redução da gordura não diminuiu as doenças cardíacas … já o corte dos níveis de sal reduziu as taxas de mortalidade, porém não diminuiu os problemas cardíacos.

Victoria Taylor, nutricionista sênior da Fundação Britânica do Coração, declarou:

“Estudos sobre abordagens dietéticas são muito difíceis de conduzir e podem variar muito em suas abordagens e definições das intervenções … é quase impossível realizar um estudo em que você possa controlar cuidadosamente as dietas de milhares de pessoas ao longo de muitos anos”.

A professora Susan Jebb, da Universidade de Oxford, disse:

“Esta revisão confirmou que a grande maioria das pesquisas anteriores que não conseguiram encontrar benefícios na maioria dos suplementos nutricionais.”

Susan explica que não há evidências concretas de que os suplementos vitamínicos e minerais estejam associados a uma redução na morte prematura ou nas doenças cardiovasculares exceto para prevenir ou corrigir deficiências específicas (por exemplo, vitamina D), ou em circunstâncias como a ingestão de ácido fólico no início da gravidez para prevenir defeitos do tubo neural.

Mas ela discordou da afirmação de que cortar gordura ou sal não beneficia a saúde.


(fonte: Daily Mail)

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