Toffoli quer amordaçar a Lava-Jato

Amanda Nunes Brückner | 23/09/2018 | 8:45 PM | MÍDIA
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Ao assumir a presidência do STF, o ministro Dias Toffoli declarou:

”O Supremo sempre deu suporte à Lava Jato, vamos parar com esse folclore”, disse.

Será mesmo, ministro? Vamos aos fatos …

Deltan Dallagnolcoordenador da forca-tarefa da Lava Jato, protocolou um documento na CNMP (Corregedoria Nacional do Ministério Público) que prova o contrário do que diz Toffoli.

Segundo Dallagnol, existem dezenas de decisões contra a Lava Jato que foram tomadas pela 2ª Turma do STF, aquela era composta pelo próprio Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

O documento foi produzido para contradizer um procedimento disciplinar que Toffoli moveu contra o procurador.

São 27 decisões da 2ª Turma contra a Lava Jato: 16 liberações de presos, 4 denúncias que foram rejeitadas e outros 5 envios de processos para a Justiça Eleitoral ou outras jurisdições.

Dallagnol também cita outras decisões monocráticas como o número de  habeas corpus concedidos por Gilmar Mendes: 47 presos foram libertados pelo digníssimo ministro:

“Não estou dizendo que  eles (os ministros) estão mal-intencionados […] digo objetivamente que a mensagem que mandam é de leniência (tolerância) […] e esses três (Toffoli, Mendes e Lewandowski) de novo querem mandar um processo para a Justiça Eleitoral como se não tivesse indicativo de crime […] isso para mim é descabido.” declarou o procurador à Rádio CBN, fazendo referência ao processo de Guido Mantega que foi retirado das mãos de Sérgio Moro e remetido para a Justiça Eleitoral.

Após a declaração dada na CBN, o ministro Dias Toffoli acionou o CNMP e exigiu providências contra o procurador por falta de decoro e de violação do dever funcional.

O jornalista Josias de Souza, do UOL, conseguiu um ‘print’ da conversa (abaixo) entre Toffoli e Orlando Rochadel (corregedor do CNMP) … na mensagem, o presidente do STF cobra providências para que Deltan Dallagnol seja ‘punido’.

O procurador Dallagnol vê a ação de Toffoli como uma tentativa de censura:

“Procuradores e promotores não são meio-cidadãos […] temos direito legítimo de realizar críticas contra decisões judiciais […]”


fonte imagem: Josias de Souza / UOL

fonte imagem: Josias de Souza / UOL

 

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