Triste realidade: “Não reclame de 2020. Infelizmente, os anos que virão não serão melhores”

(texto de Eduardo Levy – via redes sociais)

Escrevi aqui no dia 9 de maio:

“Não haverá só miséria, carestia, fome, haverá encolhimento drástico das perspectivas existenciais para nós, nossos filhos e nossos netos. E haverá as agradáveis consequências políticas, sociais e militares que costumam acompanhar cenários assim. (Como se as liberdades que já foram perdidas não bastassem.)”

Vejo as pessoas exorcizarem 2020 com a esperança de que um novo ano trará tempos melhores. Mas daqui a alguns anos 2020 parecerá um ano bom.

Por pior que as coisas estejam, ainda vivemos sob a sombra do mundo de ontem.

O mundo de amanhã, o mundo que resultará de 2020, será incomensuravelmente pior que o mundo de 2020.

Não é que teremos um ano ruim. É que todos os anos vindouros daqueles que estão vivos em 2020 (e que nascerão nos próximos anos) serão piores do que teriam sido se os senhores do mundo não tivessem decidido combater um ninho de baratas com uma bomba atômica.

Não é preciso ser muito imaginativo para ver que é assim. A economia é terra arrasada em toda a parte.

Em breve o fantasma da prosperidade passada, do qual estamos vivendo, desvanecerá no ar diáfano, deixando apenas a encarnação da carestia universal presente.

O sistema monetário internacional está prestes a ser inteiramente virtualizado sob controle dos governos, o que aumentará imensamente o poder deles.

Está claro que as máscaras vieram para ficar, trazendo consigo uma degradação sem precedentes da qualidade das relações humanas: o rosto humano, que ao longo de milhares de anos de evolução da espécie se tornou infinitamente expressivo, já não será capaz de expressar mais nada: todas as interações serão robotizadas e impessoais.

As crianças que crescerão no mundo mascarado talvez jamais alcancem desenvolvimento emocional pleno, tornando-se todas meio autistas.

Todas as ocasiões de convivência humana — aulas, palestras, shows, eventos, clubes, grupos de discussão — foram transferidas para a internet, ao que tudo indica para sempre.

A maioria dos trabalhos foi transferida para casa, ao que tudo indica para sempre.

Qualquer prefeito vagabundo de cidade mequetrefe adquiriu, ao que tudo indica para sempre, o poder de quando bem entender paralisar toda atividade humana, abolir o direito de ir e vir, destruir meios de vida e vidas mesmas.

O controle e o poder do aparato estatal sobre a vida de qualquer cidadão é total, completo e absoluto, num grau de fazer Stalin, Mao e Hitler passarem por defensores da liberdade individual.

Os transtornos de ansiedade, a depressão, a paranoia, a ideia de que o próximo não é nada além do mascarado portador maléfico da pestilência assassina generalizaram-se e só tendem a aumentar.

As massas entorpecidas pela televisão, pelos jogos, pela pornografia, pelas fotografias, pelos vídeos, pelas polêmicas estéreis fabricadas para deixá-las num perpétuo estado de agitação histérica mostram-se dispostas a aceitar com um sorriso no rosto (que nem a máscara esconde) qualquer monstruosidade totalitária que traga a promessa de protegê-las do perigo de estar vivo e venha acompanhada da manutenção do suprimento de diversão infinita. Preciso continuar?

Tudo isto, registre-se para benefício dos pósteros, com a desculpa de combater um vírus que, no pior dos cenários, é tão letal quanto a pneumonia.

É, amigos: 2020 terá sido um ano bom.


 

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