(vídeo) Cenas de Manaus se repetem no Egito e pessoas morrem sufocadas

Edson Jorge Silveira | 18/01/2021 | 8:13 AM | INTERNACIONAL
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Da varanda de um hospital egípcio, uma enfermeira gritava que os pacientes da unidade de terapia intensiva de Covid estavam com falta de ar.

Ahmed Nafei, que estava do lado de fora, passou por um guarda de segurança, entrou correndo e viu que sua tia de 62 anos estava morta.

Furioso, ele sacou o telefone e começou a filmar. Parecia que o oxigênio do hospital havia acabado.

Os monitores estavam apitando. Uma enfermeira estava visivelmente angustiada e encolhida em um canto enquanto seus colegas tentavam ressuscitar um homem usando um ventilador manual.

Pelo menos quatro pacientes morreram.

O vídeo de Nafei sobre o caos no Hospital Central El Husseineya, a cerca de duas horas e meia a nordeste do Cairo, se tornou viral nas redes sociais.

Com o aumento da indignação, o governo negou que o hospital tivesse ficado sem oxigênio.

Testemunhas, incluindo equipes médicas e parentes de pacientes, disseram em entrevistas ao NY Times que o oxigênio havia caído para níveis extremamente baixos.

Uma análise do vídeo feita por médicos no Egito e nos Estados Unidos confirmou que a cena caótica na U.T.I. indicou uma interrupção no fornecimento de oxigênio.

A falta fatal de oxigênio foi o resultado final de uma cascata de problemas no hospital, concluiu a investigação do New York Times.

No momento em que os pacientes estavam sufocando na U.T.I., uma recarga de oxigênio que havia sido solicitada, estava com horas de atraso e o sistema de oxigênio de reserva falhou.

“Não vamos enterrar a cabeça na areia e fingir que está tudo bem”, disse um médico do hospital, que pediu anonimato porque temia ser preso.

“O mundo inteiro pode admitir que há um problema, mas nós não.”

A pressa do governo em negar o episódio é apenas o exemplo mais recente da falta de transparência em sua resposta à crise de Covid, que gerou indignação e desconfiança no sistema público.

O comunicado do Ministério da Saúde afirmou que os pacientes que morreram eram em sua maioria idosos, que morreram em momentos diferentes e que pelo menos uma dúzia de outros pacientes, incluindo recém-nascidos em incubadoras que estavam ligados à mesma rede de oxigênio, não foram afetados.

A equipe médica verificou que o suprimento de oxigênio do hospital não havia se esgotado completamente, mas disse que a pressão estava perigosamente baixa.

Era ainda pior na unidade de terapia intensiva, disseram, e insuficiente para manter os pacientes vivos.

Confira no vídeo abaixo:

 

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