Vírus e bactérias podem sobreviver por dias nas solas dos calçados

Patrícia Moraes Carvalho | 27/03/2020 | 3:39 AM | DESTAQUES DB
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Na tarde de hoje (26), divulgamos uma entrevista esclarecedora e anti-pânico do deputado federal e médico Osmar Terra.

Terra criticou as medidas restritivas de isolamento total:

“Com quarentena ou sem quarentena, a epidemia dura em torno de 12 semanas. Quarentena não resolve nada, ela não diminui um caso. Os casos vão acontecer independentemente da quarentena porque o vírus está dentro das casas, dentro das famílias”, disse.

Pois bem … num determinado trecho da entrevista, Terra foi enfático sobre os cuidados básicos de higiene (água+sabão constantemente) para evitar um possível contágio com o vírus chinês.

O médico também frisou o seguinte: “Tirar os sapatos quando for entrar em casa”

Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, também afirmou, em entrevista coletiva, que a prática é recomendável não apenas por conta do risco de contágio do novo coronavírus mas também por uma questão de higiene.

Pois bem … no início desta noite, um importante noticiário norte-americano publicou o seguinte:

O coronavírus é conhecido por se abrigar em muitas superfícies não humanas, incluindo maçanetas, caixas de papelão e carrinhos de compras (aço inox).

Agora, para a surpresa de todos, infectologistas estão classificando os sapatos de “terreno fértil” para germes.

A especialista em doenças infecciosas Mary E. Schmidt alerta que o coronavírus pode sobreviver em solas de borracha, couro e PVC por cinco dias ou mais e sugeriu que os indivíduos usem sapatos que possam ser lavados na máquina.

Dependendo de quais materiais são usados ​​para se fabricar um sapato, o patógeno também pode permanecer por dias na parte superior.

O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas descobriu que o COVID-19 pode sobreviver em plástico por até dois ou três dias, o que significa que sapatos com componentes de plástico também são arriscados – embora essa não seja a preocupação principal de alguns médicos.

“A sola do sapato é o terreno fértil de mais bactérias, fungos e vírus do que a parte superior do sapato”, disse o médico de emergência Cwanza Pinckney.

Um estudo de 2008 realizado por microbiologistas da Universidade do Arizona constatou que a sola média contém cerca de 421.000 bactérias, vírus e parasitas.

No entanto, Pinckney nos lembra que muitos desses microorganismos “influenciam e nos permitem desenvolver imunidade”.

Então, de várias maneiras, eles poderiam (ou não) estar nos ajudando a ficar mais saudáveis.

A especialista em saúde pública Carol Winner diz que tirar os sapatos antes de entrar em casa é uma medida inteligente para qualquer pessoa:

“Se você puder deixá-los em sua garagem ou na entrada de sua casa, isso seria ideal” disse ela ao HuffPost.

“Você precisa esconder os sapatos das crianças pequenas para garantir que elas não os toquem … sapatos são os objetos mais sujos que temos em nossas casas, além dos banheiros.”

Não há evidências para dizer que o coronavírus entra em nossas casas através dos sapatos … pragmaticamente, eles estão na parte do corpo mais distante do nosso rosto, e sabemos que o maior risco de transmissão é de pessoa para pessoa e não de sapato para pessoa … mas a prevenção continua sendo o melhor remédio”

Priscila Carvalho, do portal UOL, publicou ontem (25) um importante alerta:

“Em primeiro lugar, não toque em nada ao voltar para casa e lave as mãos. É muito importante, sempre que retornar, começar higienizando os sapatos de forma correta. Ao chegar da rua, lave-os com água e sabão ou passe álcool gel em toda a superfície.”

“Além disso, é fundamental deixar um único calçado para usar na rua e outro para usar dentro de casa. Dessa forma, é possível evitar a proliferação do vírus.”


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